Menu
Promoções

Cuidado com o ar-condicionado

Arquivo Geral

22/03/2004 0h00

Existem pessoas que têm alergia ao trabalho. Volta e meia sentem dores de cabeça, de garganta, ficam resfriadas, faltam ao emprego. Aversão ao serviço? Não, ao prédio. Edifícios podem ser lugares insalubres, os mais luxuosos tendem a ser os mais perigosos. No seu interior, invisíveis, podem conviver ar de má qualidade com ventilação inadequada, produtos tóxicos liberados de carpetes e madeiras compensadas, fumaça de cigarro e temperatura instável. Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), se esses sintomas afetarem 20% dos ocupantes de um prédio, ele já é considerado um “Edifício Doente”.

Esse cenário tenebroso para narizes e pulmões sensíveis começou a ser desenhado quando a paisagem urbana foi tomada pelo chamado edifícios fechados. Sem janelas que se abram para a área externa nos dias quentes, nem aquecimento nos dias de frio, lá se respira ar condicionado climatizado que sai de dutos distribuídos por todas as dependências. Roberto Machado Silva, biólogo e consultor técnico da Biológica, empresa criada há 11 anos que trabalha com desenvolvimento de projetos e processos em biotecnologia, faz um alerta: “O controle é muito importante uma vez que, quando ele não é bem-feito, não é preventivo, uma série de afecções ou doenças poderá aparecer. São veiculadas por meio do ar dentro desse sistema com manutenção ruim”.

Em um país ainda distante de uma conduta ideal no que se refere à saúde da população, foi preciso a morte de um ministro para que surgissem regras mais rígidas de higienização de aparelhos de ar-condicionado. Trata-se de Portaria nº 3.523 de 29 de agosto de 1998, elaborada pelo então ministro da Saúde, José Serra, após a morte de Sérgio Motta, atribuída a uma infecção por bactéria transmitida via ar-condicionado sem manutenção. “Com a morte do ministro, foi detectada uma legionella no sistema de ar da sala onde ele trabalhava. Ela aparece com uma gripe fortíssima, ataca ambos os pulmões, dá uma pneumonia grave, aguda e, conseqüentemente aparecem abcessos pulmonares, lesões renais, lesões hepáticas, levando ao óbito bem rápido”, constata o biólogo.

A lista de enfermidades em edifícios desse tipo é assustadora: rinites, bronquites, faringites, pneumonias graves, alergias e até mesmo conjuntivites e ceratites. Além desses, sintomas como tosse, fadiga, dor de cabeça, náusea e vertigens são freqüentes.

    Você também pode gostar

    Cuidado com o ar-condicionado

    Arquivo Geral

    22/03/2004 0h00

    Existem pessoas que têm alergia ao trabalho. Volta e meia sentem dores de cabeça, de garganta, ficam resfriadas, faltam ao emprego. Aversão ao serviço? Não, ao prédio. Edifícios podem ser lugares insalubres, os mais luxuosos tendem a ser os mais perigosos. No seu interior, invisíveis, podem conviver ar de má qualidade com ventilação inadequada, produtos tóxicos liberados de carpetes e madeiras compensadas, fumaça de cigarro e temperatura instável. Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), se esses sintomas afetarem 20% dos ocupantes de um prédio, ele já é considerado um “Edifício Doente”.

    Esse cenário tenebroso para narizes e pulmões sensíveis começou a ser desenhado quando a paisagem urbana foi tomada pelo chamado edifícios fechados. Sem janelas que se abram para a área externa nos dias quentes, nem aquecimento nos dias de frio, lá se respira ar condicionado climatizado que sai de dutos distribuídos por todas as dependências. Roberto Machado Silva, biólogo e consultor técnico da Biológica, empresa criada há 11 anos que trabalha com desenvolvimento de projetos e processos em biotecnologia, faz um alerta: “O controle é muito importante uma vez que, quando ele não é bem-feito, não é preventivo, uma série de afecções ou doenças poderá aparecer. São veiculadas por meio do ar dentro desse sistema com manutenção ruim”.

    Em um país ainda distante de uma conduta ideal no que se refere à saúde da população, foi preciso a morte de um ministro para que surgissem regras mais rígidas de higienização de aparelhos de ar-condicionado. Trata-se de Portaria nº 3.523 de 29 de agosto de 1998, elaborada pelo então ministro da Saúde, José Serra, após a morte de Sérgio Motta, atribuída a uma infecção por bactéria transmitida via ar-condicionado sem manutenção. “Com a morte do ministro, foi detectada uma legionella no sistema de ar da sala onde ele trabalhava. Ela aparece com uma gripe fortíssima, ataca ambos os pulmões, dá uma pneumonia grave, aguda e, conseqüentemente aparecem abcessos pulmonares, lesões renais, lesões hepáticas, levando ao óbito bem rápido”, constata o biólogo.

    A lista de enfermidades em edifícios desse tipo é assustadora: rinites, bronquites, faringites, pneumonias graves, alergias e até mesmo conjuntivites e ceratites. Além desses, sintomas como tosse, fadiga, dor de cabeça, náusea e vertigens são freqüentes.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado