A nutricionista Viviane Rodrigues Amorim orienta que os hábitos alimentares são fundamentais, mas se tornam mais eficientes se aliados a três práticas. “O paciente precisa criar um horário para ir ao banheiro, cultivar o hábito intestinal; ingerir muitos líquidos e praticar atividade física. “Ela explica que os exercícios ativam a circulação e tornam a irrigação dos tecidos do aparelho digestivo melhor. “Assim, há mais força para a realização dos movimentos peristálticos, fundamental para a digestão”, completa.
Os pacientes que apresentam diarréia cortar da dieta alimentos que aumentam a flatulência, como feijão e repolho, e evitar bebidas gaseificadas, como água tônica e refrigerantes. “Para eles, recomendamos chás digestivos após a refeição, como chá de maçã, de hortelã ou gengibre. No caso de gases, a receita caseira de chá incluiu erva-doce, louro e orégano”, afirma Viviane Rodrigues Amorim.
Para quem apresenta prisão de ventre, o ideal é manter uma dieta rica em fibras, alimentos integrais e aveia. “Deve-se preparar um prato repleto de salada crua, para garantir as fibras, e trocar o pão e o arroz comuns pela versão integral”, orienta a nutricionista.
Em casos mais sérios, quando a mudança da alimentação não resolver, o tratamento requer o uso de medicamentos. “Aí, varia de paciente para paciente o remédio a ser usado”, afirma Mattos Pires. São indicados antiespasmódicos, antiflatulentos e antidiarréicos para melhorar os movimentos do intestino.
Se nem assim o problema passar, é recomendado um tratamento não só com gastroenterologista e nutricionista, mas também com psicólogo ou terapeuta. “Constatamos que o fator emocional é uma das causas da Síndrome do Intestino Irritável. Pessoas estressadas, ansiosas, tendem a apresentar variações radicais no intestino”, explica Mattos Pires.
De acordo com o médico, as formas mais graves da doença podem alterar as atividades diárias, causando insegurança de ir ao trabalho, participar de reuniões sociais ou fazer uma viagem.