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Críticas a Tom Cruise provocam debate em Hollywood

Arquivo Geral

24/08/2006 0h00

Um dia depois de um dos homens mais poderosos de Hollywood ter criticado abertamente o ator Tom Cruise, a capital da indústria cinematográfica passou a acreditar que os estúdios, preocupados com seu faturamento, talvez estejam fartos de tratar as estrelas como estrelas.

Alguns membros da indústria acreditam que as críticas do presidente da Viacom Inc., Sumner Redstone, eram mais um sinal apontando para o declínio da carreira de um ator que sempre faturou muito.

Em poucos lugares do mundo as estrelas de cinema são tão paparicadas como em Hollywood. Joalherias querem lhes emprestar diamantes, construtoras querem lhes dar casas, os estúdios mostram-se dispostos a ceder a todas as suas vontades. E, nos últimos anos, Cruise foi um dos atores mais badalados de Hollywood.

Mas o filme mais recente dele, Missão: Impossível 3, apesar de ter arrecadado quase US$ 400 milhões no mundo todo, não se saiu tão bem quanto o esperado. E, em Hollywood, o sucesso de um ator depende, muitas vezes, do sucesso de seu último filme.

Segundo Redstone, um dos principais motivos que levaram o estúdio de cinema da Viacom, a Paramount Pictures, a não renovar seu contrato com Cruise era o comportamento dele fora das telas. Em declarações ao diário The Wall Street Journal, Redstone disse: "Ele é um ator incrível. Mas não acreditamos que alguém que comete um suicídio criativo e que prejudica o faturamento da empresa deveria estar na equipe".

Tom Cruise chamou atenção no último ano ao cometer várias gafes, entre as quais a forma agitada com que se comportou no programa The Oprah Winfrey Show, sua defesa insistente da Cientologia e os ataques que fez à psicanálise.

Para alguns, os comentários de Redstone apontam para um período de grandes mudanças em Hollywood. "Há uma mudança definitiva e palpável no ar", afirmou o funcionário de uma importante agência de talentos de Hollywood.

"As exigências feitas pelos astros superaram o razoável, e eles ficaram petulantes demais. Os estúdios, cujas ações, ao menos em parte, são negociadas no mercado aberto e que precisam proteger seu faturamento trimestral, não estão mais tão intimidados pelas estrelas", disse.

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