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Crítica ao sistema

Arquivo Geral

29/02/2008 0h00

Com uma indicação ao Oscar de ator coadjuvante para Philip Seymour Hoffman, que levou o prêmio em 2005 pela atuação em Capote, o filme Jogos do Poder estréia hoje em vários cinemas do Brasil com mais estrelas de peso: os atores Tom Hanks e Julia Roberts, outros ganhadores da estatueta, também estão no elenco.

O longa, que passou em branco na premiação deste ano, é uma crítica ácida e bem-humorada ao sistema político americano e toma como fio condutor fatos e personagens reais. A trama é ambientada nos anos 80 e tem como pano de fundo a invasão do Afeganistão por tropas soviéticas.

Na época, os Estados Unidos financiaram secretamente os rebeldes locais, que acabaram expulsando os invasores pouco antes da derrocada da União Soviética. Por ironia, os americanos tomaram o Afeganistão cerca de 15 anos depois.

No filme de Mike Nichols, o destaque fica com os bastidores dessa guerra, revelando os meandros e as negociatas do parlamento americano. Hanks é Charlie Wilson, um congressista mulherengo sem grande expressão e de caráter duvidoso.

Por influência da rica Joanne Herring (Julia Roberts), financiadora de suas campanhas políticas e sua amante eventual, ele começa a negociar a liberação de recursos para armar e treinar os afegãos, enquanto enfrenta uma denúncia de consumo de drogas na companhia de prostitutas que poderá acabar com a sua carreira.

Movido apenas pelos seus interesses políticos, Charlie Wilson revela um lado mais humano quando consegue enxergar de perto a tragédia que atinge o povo do Afeganistão.

Já quarentona, Julia Roberts está em plena forma, mas a verdadeira estrela é mesmo Philip Hoffman, um espião cínico que ajuda Wilson durante sua empreitada.

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