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Cris Braun chega ao segundo CD solo

Arquivo Geral

28/02/2005 0h00

Em oito anos de jejum das gravadoras, a cantora gaúcha (ex-Automobília e Sex Beatles) Cris Braun – que conseguiu tímida fama com o primeiro disco-solo, Cuidado com Pessoas Como Eu, de 1997 – não mostrou muito amadurecimento de então até o seu segundo álbum, Atemporal, lançado neste ano pelo selo independente Psicotronica. O que pode-se constatar é que, agora, Cris está mais autoral (ofício que desempenha com destreza).

A cantora interpreta canções de Jair Oliveira (Falso Amor) e Caetano Veloso (Nenhuma Dor) e, nas outras, sete faixas do CD, ela mostra sua cara, sua personalidade, em conjunto com o músico Billy Brandão (parceiro de composição em três faixas, uma delas com uma mãozinha da Kid Abelha Paula Toller em Magda). Toller também divide os vocais com Cris em Bom Dia, uma canção bem pop que, coincidentemente, ou não, carrega uma textura muito semelhante à fase oitentista do Kid.

Curiosamente, as melhores canções do disco são as solitárias, assinadas só por Cris Braun, como Drum and Bass is Past (que leva participação do também Abelha George Israel, no saxofone) e cuja a poesia segue um caminho semelhante ao esteriótipo das letras de Kiko Zambianchi e Alvin L. (este responsável por um dos sucessos do passado de Cris, Dry Martini Drama).

Cris, que fora uma indie-roqueira no início dos seus anos de estúdio, agora, mais do que no álbum anterior, procura um espaço no rol das cantoras da MPB-pop-rock – ao lado, talvez, de Ana Carolina e Zélia Duncan (porém, com uma voz mais suave), e Cássia Eller (com uma postura muito mais folk e bem menos tansgressora). A produção do disco é assinada pelos próprios instrumentistas que a acompanham, Gustavo Corsi, Brandão, Beni Borja e Celso Fonseca.

Atemporal é um disco suave, com melodias simples e cativantes e, de certa forma até excêntrico – por lembrar os tempos de Woodstock, com uma certa psicodelia, à Richie Havens, sem exageros –. Porém, nada suficiente para merecer as honras de diva ou mesmo revelação da MPB.

Atemporal – Segundo CD solo da cantora e compositora Cris Braun (Psicotrônica). 9 faixas. Preço médio: R$ 28.

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    A cantora interpreta canções de Jair Oliveira (Falso Amor) e Caetano Veloso (Nenhuma Dor) e, nas outras, sete faixas do CD, ela mostra sua cara, sua personalidade, em conjunto com o músico Billy Brandão (parceiro de composição em três faixas, uma delas com uma mãozinha da Kid Abelha Paula Toller em Magda). Toller também divide os vocais com Cris em Bom Dia, uma canção bem pop que, coincidentemente, ou não, carrega uma textura muito semelhante à fase oitentista do Kid.

    Curiosamente, as melhores canções do disco são as solitárias, assinadas só por Cris Braun, como Drum and Bass is Past (que leva participação do também Abelha George Israel, no saxofone) e cuja a poesia segue um caminho semelhante ao esteriótipo das letras de Kiko Zambianchi e Alvin L. (este responsável por um dos sucessos do passado de Cris, Dry Martini Drama).

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    Atemporal é um disco suave, com melodias simples e cativantes e, de certa forma até excêntrico – por lembrar os tempos de Woodstock, com uma certa psicodelia, à Richie Havens, sem exageros –. Porém, nada suficiente para merecer as honras de diva ou mesmo revelação da MPB.

    Atemporal – Segundo CD solo da cantora e compositora Cris Braun (Psicotrônica). 9 faixas. Preço médio: R$ 28.

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