O estresse sentido pela criança com câncer ataca também, por outros motivos que não o ambiente hospitalar e o tratamento, outras crianças. Ou seja, que não se enganem os adultos, mas a garotada também sofre com esse problema típico do mundo moderno.
Mas, enquanto os mais velhos se estressam pela correria do dia-a-dia, pela exigência no trabalho e outras inúmeras responsabilidades, as crianças se abalam por outros motivos, embora não menos significativos.
Os primogênitos, por exemplo, sofrem com a vinda de um novo irmãozinho, a mudança de escola ou de bairro, que cria a necessidade de novos laços sociais. Além disso, as viagens longas na fase pré-escolar geram saudade da rotina. Tudo isso resulta em muita pressão.
“A combinação de vários desses fatores durante um período mais longo pode causar estresse, pois é necessário um esforço para se adaptar a essas mudanças”, ressalta Áderson.
ExigênciasOs motivos não param por aí. A grande exigência quanto ao rendimento escolar, a morte de parentes e a separação dos pais também podem contribuir para criar pequenos estressados.
Como resultado desses excessos, as crianças mudam muito o seu cotidiano. Deixam de fazer atividades que antes eram prazerosas, irritam-se com facilidade, isolam-se, os atentos perdem a concentração, além de baixarem o rendimento escolar.
Para solucionar a questão Costa, recomenda um pouco mais de cuidado dos pais para com os filhos. “A presença dos responsáveis é fundamental. Nessas horas, alguns minutos de brincadeira juntos já são suficientes”, reitera, para completar que “pais ausentes e negligentes provocam o afastamento de seus filhos e a perda da cumplicidade.”