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Crescem casos de cistite de repetição

Arquivo Geral

28/07/2004 0h00

Pouca gente sabe, mas a cistite, infecção urinária no baixo ventre e que atinge especialmente as mulheres, é a segunda maior causa de consultas médicas. A primeira são as infecções pulmonares. Quatro milhões de brasileiros procuram anualmente os consultórios médicos reclamando deste tipo de infecção.

Com relação à doença, existe um fato novo que preocupa os especialistas: o aumento dos casos de cistite de repetição, caracterizada por mais de um episódio de infecção por ano. Um dos motivos para que isto ocorra é a falta de um diagnóstico correto.

Os testes realizados, cultura da urina (que pesquisa a existência de bactérias) e o antibiograma (exame que aponta a resistência dos micróbios a antibióticos), são medidas indispensáveis para que se possam analisar com mais detalhamento e incidência da cistite.

O problema é que, na prática, isso nem sempre acontece. O uso indiscriminado de antibióticos, muitas vezes sem acompanhamento médico, provoca a criação de bactérias cada vez mais resistentes.

Antibiótico Para que tal situação não ocorra é fundamental pesquisar primeiro e de forma bem clara qual o tipo de bactéria presente e se ela é resistente a algum antibiótico, argumenta a ginecologista Cláudia Gazzo, do Hospital do Servidor Estadual de São Paulo.

A especialista acredita que é muito importante repetir a cultura de urina depois de 15 a 20 dias da terapia para que se tenha a certeza de que o medicamento prescrito e usado foi capaz de matar a colônia.

A médica alerta também que é preciso avaliar de maneira cuidadosa os casos que podem ser tratados com apenas uma única dose. “Quando a cistite é recorrente, muitas vezes é preciso estender além da dose única”, diz. O tratamento normal leva sete dias, mas, nos casos de repetição da infecção, a terapia pode durar até três meses.

Para o urologista Paulo Ayroza Galvão, do hospital paulista Sírio-Libanês, a recorrência atinge muito mais as mulheres e alguns fatores podem determiná-la, tais como pacientes com diabetes, com cálculo renal ou grávidas. Em algumas pacientes, contudo, não se consegue encontrar a causa da repetição.

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    Arquivo Geral

    28/07/2004 0h00

    Pouca gente sabe, mas a cistite, infecção urinária no baixo ventre e que atinge especialmente as mulheres, é a segunda maior causa de consultas médicas. A primeira são as infecções pulmonares. Quatro milhões de brasileiros procuram anualmente os consultórios médicos reclamando deste tipo de infecção.

    Com relação à doença, existe um fato novo que preocupa os especialistas: o aumento dos casos de cistite de repetição, caracterizada por mais de um episódio de infecção por ano. Um dos motivos para que isto ocorra é a falta de um diagnóstico correto.

    Os testes realizados, cultura da urina (que pesquisa a existência de bactérias) e o antibiograma (exame que aponta a resistência dos micróbios a antibióticos), são medidas indispensáveis para que se possam analisar com mais detalhamento e incidência da cistite.

    O problema é que, na prática, isso nem sempre acontece. O uso indiscriminado de antibióticos, muitas vezes sem acompanhamento médico, provoca a criação de bactérias cada vez mais resistentes.

    Antibiótico Para que tal situação não ocorra é fundamental pesquisar primeiro e de forma bem clara qual o tipo de bactéria presente e se ela é resistente a algum antibiótico, argumenta a ginecologista Cláudia Gazzo, do Hospital do Servidor Estadual de São Paulo.

    A especialista acredita que é muito importante repetir a cultura de urina depois de 15 a 20 dias da terapia para que se tenha a certeza de que o medicamento prescrito e usado foi capaz de matar a colônia.

    A médica alerta também que é preciso avaliar de maneira cuidadosa os casos que podem ser tratados com apenas uma única dose. “Quando a cistite é recorrente, muitas vezes é preciso estender além da dose única”, diz. O tratamento normal leva sete dias, mas, nos casos de repetição da infecção, a terapia pode durar até três meses.

    Para o urologista Paulo Ayroza Galvão, do hospital paulista Sírio-Libanês, a recorrência atinge muito mais as mulheres e alguns fatores podem determiná-la, tais como pacientes com diabetes, com cálculo renal ou grávidas. Em algumas pacientes, contudo, não se consegue encontrar a causa da repetição.

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