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Conterrâneos velhos de guerra

Arquivo Geral

19/06/2003 0h00

Hoje é o Dia do Cinema Nacional. Dia de lembrar nomes como o do cronista cinematográfico Carlos Manga, do “insano” e espiritualista Glauber Rocha, do lúdico Joaquim Pedro de Andrade, e dos hoje cultuados Walter Salles Jr., Fernando Meirelles, Hector Babenco e, agora, Jorge Furtado com o bem-sucedido O Homem Que Copiava.

Entre nomes tão significativos, há de se fazer justiça aos conterrâneos velhos de guerra Vladimir Carvalho e Manfredo Caldas. Entusiastas da cinematografia candanga constituem um movimento semi-oficializado da resistência do cinema documentário. A trajetória dos cineastas paraibanos, hoje atuantes na capital federal, começou na década de 60. Nessa época eram militantes – na verdade, assim permanecem. Vladimir começou a rodar filmes e Manfredo acompanhou os projetos do amigo e conterrâneo somente a partir da década de 80. É raro ver Vladimir num festival de cinema ou no set de filmagem sem a companhia de Manfredo. “Constituímos uma certa irmandade”, define Carvalho. O compadre, lembra que assim como ele fez a montagem de um bocado de filmes de Vladimir, o autor do longa-metragem Conterrâneos Velhos de Guerra também participou dos seus filmes. “Já dirigi três produções com roteiro dele”, disse. “Inclusive no novo filme em que estou trabalhando”, adianta.

Neste momento, ambos estão em produção. Manfredo começa a segunda parte da edição de Kalunga – documentário com enfoque na cultura negra a partir do Quilombo dos Palmares –, e Vladimir filma uma biografia do escritor José Lins do Rêgo, intitulada O Engenho de Zé Lins.

“É um trocadilho. O engenho vem do trabalho industrial e se mistura à engenhosidade de Lins do Rêgo”, esclarece o diretor. Os dois filmes devem ficar prontos até o início do próximo ano. E, como antigos parceiros, querem lançar ambos os longas na mesma época.

Dessa dupla quase inseparável, quem sobrevive no ramo desde a recém-nascida Brasília nos anos 60 até hoje é Vladimir Carvalho. Ele testemunhou pelas lentes da câmera a construção da capital federal no seu revolucionário e polêmico documentário Conterrâneos, lançado em 1990. Mais tarde, em 2001, apresentou o registro da militância acadêmica da UnB de 1968 no emocionante Barra 68 – Sem Perder a Ternura.

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    Conterrâneos velhos de guerra

    Arquivo Geral

    19/06/2003 0h00

    Hoje é o Dia do Cinema Nacional. Dia de lembrar nomes como o do cronista cinematográfico Carlos Manga, do “insano” e espiritualista Glauber Rocha, do lúdico Joaquim Pedro de Andrade, e dos hoje cultuados Walter Salles Jr., Fernando Meirelles, Hector Babenco e, agora, Jorge Furtado com o bem-sucedido O Homem Que Copiava.

    Entre nomes tão significativos, há de se fazer justiça aos conterrâneos velhos de guerra Vladimir Carvalho e Manfredo Caldas. Entusiastas da cinematografia candanga constituem um movimento semi-oficializado da resistência do cinema documentário. A trajetória dos cineastas paraibanos, hoje atuantes na capital federal, começou na década de 60. Nessa época eram militantes – na verdade, assim permanecem. Vladimir começou a rodar filmes e Manfredo acompanhou os projetos do amigo e conterrâneo somente a partir da década de 80. É raro ver Vladimir num festival de cinema ou no set de filmagem sem a companhia de Manfredo. “Constituímos uma certa irmandade”, define Carvalho. O compadre, lembra que assim como ele fez a montagem de um bocado de filmes de Vladimir, o autor do longa-metragem Conterrâneos Velhos de Guerra também participou dos seus filmes. “Já dirigi três produções com roteiro dele”, disse. “Inclusive no novo filme em que estou trabalhando”, adianta.

    Neste momento, ambos estão em produção. Manfredo começa a segunda parte da edição de Kalunga – documentário com enfoque na cultura negra a partir do Quilombo dos Palmares –, e Vladimir filma uma biografia do escritor José Lins do Rêgo, intitulada O Engenho de Zé Lins.

    “É um trocadilho. O engenho vem do trabalho industrial e se mistura à engenhosidade de Lins do Rêgo”, esclarece o diretor. Os dois filmes devem ficar prontos até o início do próximo ano. E, como antigos parceiros, querem lançar ambos os longas na mesma época.

    Dessa dupla quase inseparável, quem sobrevive no ramo desde a recém-nascida Brasília nos anos 60 até hoje é Vladimir Carvalho. Ele testemunhou pelas lentes da câmera a construção da capital federal no seu revolucionário e polêmico documentário Conterrâneos, lançado em 1990. Mais tarde, em 2001, apresentou o registro da militância acadêmica da UnB de 1968 no emocionante Barra 68 – Sem Perder a Ternura.

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