O ovo é visto como o princípio de tudo, a origem da vida. É usado por diferentes culturas, seja pintado, enterrado ou feito de chocolate. Também significa passagem e transformação. Pensando em todos esses simbolismos, o Circo Teatral Udi Grudi apresenta o espetáculo Ovo. As apresentações, que misturam humor e mistério, serão de hoje a domingo, na Sala Martins Penna do Teatro Nacional.
O Ovo mostra três personagens que vivem em um lixão. Durante a convivência vão surgindo os materiais que formam o universo da peça. Luciano Porto, Marcelo Beré e Márcio Vieira dão vida para sacos plásticos vazios, garrasfas pet, canos transparentes e latas velhas de tinta. A criação é feita a partir da transformação, apresentada em tom surreal e sombrio.
O figurino também é feito de pedaços de lixo. O cenário conta com cores naturais, voltadas para o preto-e-branco. A companhia trabalha nesta peça desde fevereiro, sob a direção de Leo Sykes.
No novo trabalho, a música se mostra ainda mais presente. O espetáculo mistura palhaços com música proveniente de instrumentos pouco convenciais, feitos com material reciclável. Serão apresentações cheias de surpresas, com momentos inusitados. “A peça é mais contemplativa, apesar de também querer que o público se divirta. É algo mais inusitado e com mistério”, conta o ator Luciano Porto.
O espetáculo mais recente foi O Cano, que projetou o grupo na Europa e na Ásia. Com Ovo, a companhia pretende agradar ao público como antes. “A expextativa é que tudo vá bem, que faça sucesso. Esperamos uma boa receptividade do público, como sempre tivemos”, anima-se Luciano.