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Conflitos das cariocas

Arquivo Geral

04/04/2008 0h00

O ator, dramaturgo e apresentador Miguel Falabella acaba de adicionar mais um cargo a seu currículo: o de cineasta. Seu primeiro longa-metragem entra em cartaz, hoje, nas telonas de todo o País. Trata-se da comédia Polaróides Urbanas, baseada na peça teatral Como Encher Um Biquíni Selvagem, escrita por ele há mais de dez anos e vista por cerca de 1 milhão de pessoas.

Com uma trama bem-amarrada, bela fotografia e figuras consagradas da dramaturgia brasileira como Marília Pêra, Arlete Salles, Natália do Vale, Marcos Caruso, Otávio Augusto e Neusa Borges, o filme conta a história de várias mulheres do Rio de Janeiro que lidam com conflitos do dia-a-dia e suas relações amorosas. “São retratos de gente como nós, pequenos instantâneos de personagens que se cruzam numa grande cidade e que trazem emoções à tona”, resume Falabella.

Marília Pêra interpreta duas irmãs gêmeas, Magali e Magda. A primeira é uma dona de casa sufocada pelo cotidiano, que freqüenta sessões de psicanálise e cujo marido, Edmundo (Otávio Augusto),  é obcecado pelo carro novo, que não pretende tirar da garagem por nada neste mundo. Já Magda é uma perua deslumbrada e espalhafatosa, que passa a vida viajando com o marido Adalberto (Marcos Caruso) e só traz para a irmã míseros chaveirinhos. Magali tem admiração pela grande atriz Lise Delamare (Arlete Salles), a quem conhecia de vista por se consultar com a mesma psicanalista, a respeitada Dra. Paula (Natália do Vale). Lise tem crise de pânico.

As clientes da fria Dra. Paula, no entanto,  não são as únicas pessoas com problemas: a própria terapeuta sofre com Melanie (Ana Roberta Gualda), sua perturbada filha, que toma remédios tarja-preta e diz só ter recebido amor da governanta Crioula (Neusa Borges). Melanie tem como colega de academia Vanessa (Juliana Baroni), jovem ambiciosa que acaba de descartar Mike (Nicolas Trevijano), um namorado apaixonado que ganha a vida como garoto de programa.

Vanessa prefere ir à boate com Arnaldo (Alexandre Slaviero), filho de Magali e Edmundo. Em crise de desespero, Melanie foge de casa, toma vários comprimidos e é assaltada. Seu último recurso é apelar para um Centro de Atendimento a Suicidas, onde é socorrida  por Dulce (Stella Miranda), uma alma solidária e traumatizada.

Tragicomédia
“É mais uma comédia de Falabella em que você morre de chorar”, brinca a atriz Natália do Vale. Miguel rebate: “A vida é uma lágrima furtiva atrás do sorriso. Pelo menos a minha é assim”. No filme, Dra. Paula costura a história com os outros personagens. “Ela recebe pessoas para ajudar e em casa não consegue resolver seus próprios problemas”, avalia. Natália lembra a cena em que Dra. Paula passa por cima da paciente Lise Delamare quando as duas precisam de táxi, mas há apenas um disponível. “É o instinto de sobrevivência que fala mais alto nessa cena. Naquele momento, ela se vê como ser humano e esquece a profissão”, explica.

“Desde que escrevi Como Encher…, tive vontade de filmá-la”, diz Falabella. “Naquela época já tinha começado a roteirizar. Só não filmei antes por dificuldades”. Ele conta que já havia pago um desenhista para botar as cenas no papel. “Já sabia os ângulos e as maneiras de mostrar as imagens. Quis fazer um filme plural, com muita gente. Foi muito tranqüilo”.

Miguel confirma que gosta de trabalhar sempre com as mesmas pessoas. “É um elenco recorrente. Panelinha é saudável. As pessoas entendem a sua linguagem e o texto é dito como você imaginou”. Falabella afirma que pretende continuar no cinema e adianta que já está escrevendo o roteiro do musical Império, feito para o teatro. Ainda não há data para gravações.

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