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Conceito do problema é abrangente

Arquivo Geral

25/08/2004 0h00

A perversão é uma das três estruturas psíquicas de que trata a psicanálise. As outras duas são a neurose – a mais comum de todas elas – e a psicose. Nos primeiros tempos da psicanálise, a perversão, tal como foi conceituada por Freud, era mais abordada como um desvio sexual – fetichistas, exibicionistas e sadomasoquistas são alguns dos exemplos.

“A conceituação de perversão foi sendo construída, na psicanálise, ao longo dos anos. São múltiplas as faces de apresentação da perversão no nosso cotidiano. Temos desde a perversão do indivíduo até a perversão nas instituições, a perversão de Estado, a perversão de Nação.

“A sociedade é um conjunto que tem perversos que fazem seu próprio jeito de agir, de influir e de obter ganhos sem tomar conhecimento de uma lei mais geral, mais ampla”, observa José Sebastião.

“Na psicanálise, a maior parte do tempo, se falou das neuroses. Depois, a partir da década de 80, quando Lacan colocou que não se pode recuar frente à psicose, começou a se trabalhar muito a questão da psicose, com muitos livros, muita coisa publicada sobre a psicose. Mas, da perversão se fala pouco.”, argumenta o psicanalista.

Segundo José Sebastião, uma das dificuldades enfrentadas no estudo da perversão advém do fato de os perversos não procurarem os consultórios dos psicanalistas. “O psicanalista sabe pouco do perverso, porque o perverso não se trata, ele não tem essa demanda. Então, se ele vai ao consultório do psicanalista, seria mais para obter alguma informação, obter alguma coisa que pudesse servir a ele. Ou seja, o perverso é aquele que usa os objetos, ele usa as pessoas como objeto. O perverso pode até ter consciência de que é perverso, mas não se horroriza com isso, acha que é isso mesmo”, conclui.

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    25/08/2004 0h00

    A perversão é uma das três estruturas psíquicas de que trata a psicanálise. As outras duas são a neurose – a mais comum de todas elas – e a psicose. Nos primeiros tempos da psicanálise, a perversão, tal como foi conceituada por Freud, era mais abordada como um desvio sexual – fetichistas, exibicionistas e sadomasoquistas são alguns dos exemplos.

    “A conceituação de perversão foi sendo construída, na psicanálise, ao longo dos anos. São múltiplas as faces de apresentação da perversão no nosso cotidiano. Temos desde a perversão do indivíduo até a perversão nas instituições, a perversão de Estado, a perversão de Nação.

    “A sociedade é um conjunto que tem perversos que fazem seu próprio jeito de agir, de influir e de obter ganhos sem tomar conhecimento de uma lei mais geral, mais ampla”, observa José Sebastião.

    “Na psicanálise, a maior parte do tempo, se falou das neuroses. Depois, a partir da década de 80, quando Lacan colocou que não se pode recuar frente à psicose, começou a se trabalhar muito a questão da psicose, com muitos livros, muita coisa publicada sobre a psicose. Mas, da perversão se fala pouco.”, argumenta o psicanalista.

    Segundo José Sebastião, uma das dificuldades enfrentadas no estudo da perversão advém do fato de os perversos não procurarem os consultórios dos psicanalistas. “O psicanalista sabe pouco do perverso, porque o perverso não se trata, ele não tem essa demanda. Então, se ele vai ao consultório do psicanalista, seria mais para obter alguma informação, obter alguma coisa que pudesse servir a ele. Ou seja, o perverso é aquele que usa os objetos, ele usa as pessoas como objeto. O perverso pode até ter consciência de que é perverso, mas não se horroriza com isso, acha que é isso mesmo”, conclui.

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