Um grupo de comunistas, ultranacionalistas e veteranos dos serviços secretos depositou neste fim de semana flores no local, próximo ao Kremlin, de onde há 18 anos foi retirado o monumento ao criador dos campos de concentração soviéticos.
“A estátua de Dzerzhinski se encontra agora em mau estado, mas já arrecadamos dinheiro para restaurá-la. Após isso, apelaremos à Prefeitura de Moscou para que devolva o monumento a seu lugar”, anunciou à imprensa o deputado comunista Victor Iliujin.
O ato aconteceu na praça Lubianka, em frente à sede do Serviço Federal de Segurança russo (FSB, antigo KGB), por ocasião do Dia dos Trabalhadores dos Órgãos de Segurança do Estado, que a Rússia lembra desde os tempos da URSS.
A estátua do fundador da Cheka (Comissão Extraordinária), precursora do KGB, foi retirada do centro da cidade após o fracasso da tentativa golpista na URSS em 21 de agosto de 1991, e permanece ao relento em um parque junto a outras de ídolos comunistas.
“Seja como for, recuperaremos o monumento e voltaremos a instalá-lo em seu lugar”, assegurou Iliujin, presidente de uma fundação que agrupa veteranos dos serviços secretos e do Exército, segundo a agência de notícias “Interfax”.
Na sexta-feira passada, comunistas e ultranacionalistas do Partido Liberal Democrático exigiram no Parlamento que o monumento a Dzerzhinski seja devolvido ao centro de Moscou como “símbolo da luta pela ordem pública”.
O deputado nacionalista Serguei Ábeltsev exigiu à Duma (Legislativo) a solicitar à Prefeitura da capital a reinstalação da estátua e a devolução do nome de Dzerzhinski à praça que a acolhia.