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Como o mestre mandar

Arquivo Geral

15/03/2005 0h00

Nada de testes de DNA nem de achar pessoas desaparecidas. As fórmulas que marcaram o estilo exaltado do apresentador Ratinho deram lugar a um formato mais contido, embora ainda divertido, no Programa do Ratinho, exibido às quartas aos e sábados, das 10h à 0h, e aos domingos, das 14h às 16h – neste dia, dentro do Programa Silvio Santos. Dinheiro é o chamariz da atração, que tem participação de “artistas”, da platéia e de telespectadores, por telefone.

Dirigido pessoalmente por Silvio Santos, o novo Ratinho se assemelha ao patrão no modo de falar, de conduzir as brincadeiras e de anunciar as atrações. O programa virou um caldeirão de quadros já usados por Silvio e de outros consagrados pela TV.

Segundo um diretor da emissora, telefonemas de telespectadores foram inseridos por darem lucro, como acontece no Charme. Curioso é Ratinho ter deixado programas gravados e viajado, como afirmou sua assessoria, e as participações por telefone serem possíveis, já que, teoricamente, o telespectador precisa ver o que está sendo exibido no programa para participar. Esse e outros mistérios cercam a produção, que entrou no ar na última quarta, praticamente sem aviso prévio. Ratinho e a produção foram proibidos por Silvio Santos de dar entrevistas.

Mudança de estilo Tudo isso faz parte de uma estratégia para recuperar a audiência perdida. Para o consultor de imagem Marcelo Sebá, o plano tem tudo para dar certo. “O Ratinho é um grande comunicador”, lembra. “Se superar o desafio, pode ganhar mais respeito e credibilidade. Quando Jô Soares fazia o Viva o Gordo, na Globo, ninguém pensava que poderia apresentar um talk show até ele aparecer de gravata borboleta no SBT. Hoje, faz parte das listas dos mais elegantes e inteligentes do País”. O consultor arrisca. “O brasileiro procura sucessores para personalidades. Se fosse para apostar em um novo Silvio, seria Ratinho”.

NotoriedadeDesde que saiu da Record e ganhou notoriedade no SBT, em 1998, Ratinho sempre foi alvo de críticas e oscilou na audiência, passando por várias reformulações. Mas ele nunca registrou números tão baixos no Ibope quanto no fim de 2004, com média de 7 pontos.

Até um ano depois de sua estréia na emissora de Silvio Santos, o apresentador era uma boa arma para competir com a Globo. Apesar de dificilmente ganhar dos programas da rede carioca, dava mais de 20 pontos de média.

Em 2000, entretanto, caiu para 14 pontos, alcançando bons picos só quando mostrava cenas polêmicas, como a tortura de uma menina de três anos. Uma das primeiras providências na busca de alternativas foi amenizar o teste de DNA, acabando com as fortes brigas no palco.

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    15/03/2005 0h00

    Nada de testes de DNA nem de achar pessoas desaparecidas. As fórmulas que marcaram o estilo exaltado do apresentador Ratinho deram lugar a um formato mais contido, embora ainda divertido, no Programa do Ratinho, exibido às quartas aos e sábados, das 10h à 0h, e aos domingos, das 14h às 16h – neste dia, dentro do Programa Silvio Santos. Dinheiro é o chamariz da atração, que tem participação de “artistas”, da platéia e de telespectadores, por telefone.

    Dirigido pessoalmente por Silvio Santos, o novo Ratinho se assemelha ao patrão no modo de falar, de conduzir as brincadeiras e de anunciar as atrações. O programa virou um caldeirão de quadros já usados por Silvio e de outros consagrados pela TV.

    Segundo um diretor da emissora, telefonemas de telespectadores foram inseridos por darem lucro, como acontece no Charme. Curioso é Ratinho ter deixado programas gravados e viajado, como afirmou sua assessoria, e as participações por telefone serem possíveis, já que, teoricamente, o telespectador precisa ver o que está sendo exibido no programa para participar. Esse e outros mistérios cercam a produção, que entrou no ar na última quarta, praticamente sem aviso prévio. Ratinho e a produção foram proibidos por Silvio Santos de dar entrevistas.

    Mudança de estilo Tudo isso faz parte de uma estratégia para recuperar a audiência perdida. Para o consultor de imagem Marcelo Sebá, o plano tem tudo para dar certo. “O Ratinho é um grande comunicador”, lembra. “Se superar o desafio, pode ganhar mais respeito e credibilidade. Quando Jô Soares fazia o Viva o Gordo, na Globo, ninguém pensava que poderia apresentar um talk show até ele aparecer de gravata borboleta no SBT. Hoje, faz parte das listas dos mais elegantes e inteligentes do País”. O consultor arrisca. “O brasileiro procura sucessores para personalidades. Se fosse para apostar em um novo Silvio, seria Ratinho”.

    NotoriedadeDesde que saiu da Record e ganhou notoriedade no SBT, em 1998, Ratinho sempre foi alvo de críticas e oscilou na audiência, passando por várias reformulações. Mas ele nunca registrou números tão baixos no Ibope quanto no fim de 2004, com média de 7 pontos.

    Até um ano depois de sua estréia na emissora de Silvio Santos, o apresentador era uma boa arma para competir com a Globo. Apesar de dificilmente ganhar dos programas da rede carioca, dava mais de 20 pontos de média.

    Em 2000, entretanto, caiu para 14 pontos, alcançando bons picos só quando mostrava cenas polêmicas, como a tortura de uma menina de três anos. Uma das primeiras providências na busca de alternativas foi amenizar o teste de DNA, acabando com as fortes brigas no palco.

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