Novak, que anunciou sua aposentadoria em agosto de 2008 para se concentrar no tratamento contra o câncer cerebral, morreu em casa depois de ser hospitalizado por duas semanas entre 10 e 24 de julho.
“Foi alguém que amava ser jornalista, amava o jornalismo e amava seu país e sua família”, disse sua mulher, Geraldine, em entrevista ao jornal Chicago Sun-Times, onde Novak trabalhou como colunista desde 1966.
Ela acrescentou que Novak morreu às 4h30 (locais). Além de Geraldine, o jornalista deixa dois filhos, Alex e Zelda, e vários netos.
Respeitado e temido tanto por rivais como por partidários – era conhecido pelo apelido “Príncipe das trevas”-, Novak se destacou na elite jornalística dos Estados Unidos.
Suas colunas de opinião sempre eram fonte de controvérsia: foi o primeiro jornalista a revelar, em 2003, o nome da espiã da CIA Valerie Plame, o que causou um escândalo político na Administração de George W. Bush.
A coluna na qual foi revelada a identidade de Plame foi publicada poucos dias depois que o marido da espiã, Joseph Wilson, alegou que o Governo Bush tinha manipulado dados de inteligência para exagerar a ameaça que o Iraque representava e, assim, justificar a invasão de março de 2003.
A família do jornalista organizou uma missa fúnebre para a manhã de sexta-feira na Igreja Católica de St. Patrick in the City, mas o enterro será fechado.