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Clássico da literatura, <i>A Hora da Estrela</i> chega aos palcos da cidade

Arquivo Geral

11/10/2007 0h00

Referência ao melhor de nossa literatura, Clarice Lispector também tem sua obra em outras mídias. A Hora da Estrela, por exemplo, virou filme da diretora Suzana Amaral e, nesta quinta-feira, pode ser vista em uma adaptação teatral, com  O Direito ao Grito, que estréia no Teatro Sesc Garagem.

No elenco, estão 25 alunos da oficina de interpretação teatral  Circo Íntimo, ministrada pelo ator e diretor Abaetê Queiroz, que também assina o texto. A saga da retirante alagoana que luta para sobreviver no Rio de Janeiro é pontuada pela inserção de itens biográficos de Clarice. “Quando fomos adaptar o livro, nos deparamos com um texto que quase não tem diálogos”, destaca Queiroz. “Para resolver isso, colocamos a Clarice em cena”.

A escolha do livro  esbarra em uma das características da oficina de  Abaetê: a preocupação com  questionamentos políticos e sociais. “A peça fala de desigualdade, discriminação, a questão da aparência, a situação do nordestino”, enumera o diretor.

Durante os seis meses do curso, os alunos foram apresentados ao movimento cênico. Como o foco da oficina é a prática, uma das técnicas que Queiroz utiliza é o método do reflexo de Deto Montenegro. “É um processo que destaca a intuição, reflexão e o fazer sem questionar”, detalha o diretor.

“Os atores recebem muitas informações sobre o personagem em um curto espaço de tempo. Por isso, eles não têm como pesquisar exemplos  de atuações em filmes, ou na televisão. Isso os obriga a agir instintivamente. É aí, que o ator é autêntico”, ensina. 

Autora
Clarice Lispector nasceu na pequena Tchetchelnik, na Ucrânia, e veio ainda criança para o Brasil, tendo vivido boa parte de sua infância no Nordeste. Curiosamente, ao mesmo tempo e que estabeleceu com a cultura brasileira um forte vínculo, nunca se desvinculou de suas raízes – tanto que até falava com certo sotaque eslavo. Seu nome de batismo era Haia.

De estilo intimista e detalhado que muitos comparam ao da britânica Virginia Woolf, não somente escreveu vários livros, como também crônicas, durante muito tempo, no Jornal do Brasil. São de Clarice, entre tantos outros, títulos como Perto do Coração Selvagem, A Maçã no Escuro, A Paixão Segundo G.H e Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres.

O Direito ao Grito – Direção e texto de Abaetê Queiroz. Com alunos da Oficina Circo Íntimo.  De 11 a 14 de outubro, de quinta a sábado, às 21h; domingo às 20h no Teatro Sesc Garagem (913 Sul). Em cartaz até 21 de outubro.  Ingressos a R$ 10 (inteira) e R$ 5 (estudantes, idosos e comerciários). À venda na bilheteria do teatro.  Informações: 3218-9168.

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