Aclamado pela crítica e público, A Alma Imoral, um monólogo encenado por Clarice Niskier, estréia hoje a temporada que contará com duas semanas de apresentações no Teatro da Caixa.
O que acontece quando a própria felicidade ou até mesmo a evolução intelectual e humana está condicionada à quebra do vínculo moral? Em busca de respostas para a complexa questão existencial, Clarice Niskier entrou em contato com o livro homônimo do espetáculo, escrito pelo rabino Nilton Bonder. Para a atriz, a montagem é um desafio, pois durante 50 mintos ela permanece nua no palco. Com a nudez ela quer que as pessoas descondicionem seu olhar sobre sua própria natureza e sua alma.
Interação com o público
Sabendo que o texto é denso, Clarice permite que a platéia interrompa o espetáculo para pedir a repetição de alguns trechos. Reconhecido com um dos mais impactantes do último ano, o espetáculo procura levar a platéia a um elevado nível de reflexão sobre as regras da vida.
Clarice leu o livro e percebeu que poderia ser adaptado ao teatro. Depois de uma leitura para Nilton Bonder, a aceitação foi imediata. Em 2007, a atriz foi a vencedora de um dos principais prêmios do teatro brasileiro, o Prêmio Shell, na categoria melhor atriz. Entende-se por moral o conjunto de regras que regula impulsos egoístas e facilita a vida em sociedade. Mas, Bonder garante que quebrar as regras é fundamental para a evolução.
A Alma Imoral – Monólogo com Clarice Niskier. Sextas e sábados, às 21h e domingos, às 20h; no Teatro da Caixa (Setor Bancário Sul, Quadra 4). Ingresso a R$ 20, com meia-entrada para estudantes, pessoas com 60 anos ou mais, funcionários da Caixa e professores. Evento não recomendado para menores de 18 anos.