O que foi dito recentemente neste espaço sobre a violência, incentivada cruelmente pelos programas dos finais de tarde, mexeu com meio mundo. A maioria, talvez comprovando os índices cada vez mais baixos desses policiais, entende que está havendo um exagero descabido. O sangue está rolando solto. É aquela velha turminha do “quanto pior, melhor”. A desgraça ainda toma outra dimensão quando entram os geradores de caracteres, como legenda ou manchete dos assuntos abordados. Dia desses, por exemplo, apareceu a palavra “cemitério”, só que escrita com s. Isso, entre outros absurdos, nos leva a uma volta ao passado, quando os noticiários policiais eram abordados com seriedade, mas tinham um pouco de romantismo, ironia e até pequenas doses de bom humor. Duas dessas manchetes, por exemplo, entraram para a história e merecem ser sempre lembradas. A primeira delas, do Notícias Populares, que estampou o seguinte: “Cachorro faz mal a moça”. Só depois de comprar o jornal e ler a matéria, o leitor entendia que o cachorro em questão era também conhecido por hot dog. Ou uma outra do Zero Hora, dizendo simplesmente o seguinte: “Haja saco”. Falava de um recorde na produção de trigo. E por aí vai. Hoje, em rede nacional, se vê cemitério com s.