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Cinema latino dá banho em Gramado

Arquivo Geral

23/08/2003 0h00

Com a honrosa exceção de De Passagem, o filme de Ricardo Elias exibido segunda-feira à noite, o cinema latino tem dado um banho no brasileiro no 31º Festival de Gramado. Na quarta-feira, houve outra decepção do Brasil, mais exatamente do Rio Grande do Sul. Noite de São João, de Sérgio Silva, pode ser interessante no plano teórico, mas o filme que o talentoso diretor de Anahy de las Missiones adaptou de Senhorita Júlia, de Strindberg, tropeça na realização. Os melhores longas de ficção exibidos até agora em Gramado 2003 são os latinos 2ª Feira ao Sol, do espanhol Fernando León Aranoa, e Lugares Comunes, do argentino Adolfo Aristarain. Mas para apreciar devidamente o belo trabalho de Aristarain o público terá de livrar-se de um preconceito: os filmes sobre velhos não costumam ir bem de bilheteria e isso vale até para um monumento do cinema, o clássico neo-realista Umberto D, de Vittorio De Sica. O melhor documentário é O Prisioneiro da Grade de Ferro, de Paulo Sacramento, com seu exercício de alteridade único do cinema brasileiro. O cineasta colocou sua câmera nas mãos dos detentos do Carandiru para que eles fizessem seus (auto) retratos impactantes.

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    23/08/2003 0h00

    Com a honrosa exceção de De Passagem, o filme de Ricardo Elias exibido segunda-feira à noite, o cinema latino tem dado um banho no brasileiro no 31º Festival de Gramado. Na quarta-feira, houve outra decepção do Brasil, mais exatamente do Rio Grande do Sul. Noite de São João, de Sérgio Silva, pode ser interessante no plano teórico, mas o filme que o talentoso diretor de Anahy de las Missiones adaptou de Senhorita Júlia, de Strindberg, tropeça na realização. Os melhores longas de ficção exibidos até agora em Gramado 2003 são os latinos 2ª Feira ao Sol, do espanhol Fernando León Aranoa, e Lugares Comunes, do argentino Adolfo Aristarain. Mas para apreciar devidamente o belo trabalho de Aristarain o público terá de livrar-se de um preconceito: os filmes sobre velhos não costumam ir bem de bilheteria e isso vale até para um monumento do cinema, o clássico neo-realista Umberto D, de Vittorio De Sica. O melhor documentário é O Prisioneiro da Grade de Ferro, de Paulo Sacramento, com seu exercício de alteridade único do cinema brasileiro. O cineasta colocou sua câmera nas mãos dos detentos do Carandiru para que eles fizessem seus (auto) retratos impactantes.

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