O governo tomou medidas preventivas importantes, como a proibição da venda de bebidas destiladas no Gran Folia e o monitoramento do som das festasCerca de cinco mil pessoas pularam ao som de frevo e marchinhas de carnaval com o Galinho de Brasília nesta segunda-feira (23). Mesmo com a chuva no início da noite, foliões de todas as idades, muitos fantasiados, renderam-se ao ritmo da alegria e foram para as ruas ver o bloco passar pela segunda vez este ano. “O que importa nem é o tamanho do público, mas a alegria no coração destas pessoas”, dizia o presidente do Galinho, Romildo Carvalho Júnior.
Este ano, o bloco mudou o percurso para atender a um pedido dos moradores da 203 e 204 Sul. A concentração, que antes era na entrequadra, passou a ser feita no Eixão, em frente ao Banco Central. De lá, os foliões desceram pela CLS 201/202, passaram pela pista que divide as quadras 200 das 400 e subiram pela CLS 203/204 até a CLS 103/104. O Galinho ainda cruzou o Setor Comercial Sul até o Gran Folia, em frente ao Museu da República.
“Essa mudança no percurso deixou o bloco muito mais dinâmico, ficou ótimo”, elogiou o músico Leonardo Fernandes, 27 anos, que pulou o carnaval com a namorada e um grupo de amigos, todos com fantasias de sapos. Para o ascensorista Fabrício Guttemberg, 25, a folia de um dos blocos mais tradicionais de Brasília é contagiante. “Carnaval em Brasília é bom demais”, gritava ao som da orquestra do bloco, que comandou o frevo a bordo de um trenzinho.
Duzentos e cinqüenta policiais garantiram a segurança dos foliões e, segundo a Polícia Militar, a festa foi marcada pela paz, sem registros graves. E não apenas no Galinho de Brasília. De acordo com o coronel Luiz Fonseca, responsável pelo esquema de segurança no carnaval, foram registradas apenas duas ocorrências até a noite de domingo (22) no Gran Folia: uma briga e um furto de celular. Nos dois casos, os autores foram presos. No Ceilambódromo, 800 policiais fazem a segurança.
O secretário de Ordem Pública, Roberto Giffoni, ressaltou que o governo tomou medidas preventivas importantes para evitar problemas, como a proibição da venda de bebidas destiladas no Gran Folia e o monitoramento do som emitidos pelas 31 festas em 23 cidades do DF. “Até agora não tivemos nenhum incidente de maiores proporções”, comemorou Giffoni.