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China terá filial do bizarro museu Acredite se Quiser

Arquivo Geral

12/07/2006 0h00

Quase um século depois da primeira viagem do legendário showman americano Richard Ripley à China, a empresa que leva seu nome pretende abrir uma filial do museu de bizarrices Acredite se Quiser no país mais populoso da Ásia.

Ripley visitou a China muitas vezes no início do século 20. O fascínio que sentia pelo país era devido em parte ao fato de acreditar que tinha sido chinês numa vida anterior, contou o presidente da Ripley Entertainment, Bob Masterson.

"Ripley adorava tudo da China", disse Masterson sobre o homem cujo nome tornou-se, para o público americano, sinônimo de esdrúxulo: de legumes com formatos incomuns até peças de artesanato estranhas e fatos bizarros de vários tipos.

"Ele tinha uma coleção enorme de obras de arte chinesas e objetos variados da China. Usava a roupa tradicional chinesa. E o grande amor de sua vida foi uma chinesa", disse Masterson.

O gosto de Ripley pelo bizarro é compartilhado pelo país onde Masterson pretende abrir, em um ano, o mais novo museu de seu grupo.

Segundo Masterson, os chineses apreciam tudo o que é verdadeiramente esquisito, diferentemente de outros mercados, como o americano, onde as pessoas preferem objetos de artesanato e coisas do tipo.

Ele citou a experiência anterior da empresa com um museu em Hong Kong. "As coisas estranhas e bizarras eram as mais populares ali: por exemplo animais com mais de uma cabeça, ou as cabeças encolhidas da Amazônia", disse. "Qualquer coisa extrema da natureza – eles se interessam imensamente por isso."

Uma das coisas mais inacreditáveis sobre o museu planejado para a China, que a Ripley Entertainment quer abrir numa cidade turística de segunda grandeza, será o preço que a empresa pensa em cobrar pelo ingresso.

Masterson diz acreditar que os chineses concordarão em pagar 80 yuans (US$ 10) por pessoa para ver os objetos bizarros do museu. É um valor realmente esdrúxulo, para um país onde muitas pessoas ainda ganham menos de 100 dólares por mês.

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