A China ordenou aos cinemas do país que parem de exibir o polêmico O Código a Vinci. O governo chinês, envolvido numa disputa com o Vaticano motivada por sua nomeação de bispos sem a aprovação do Papa, enviou à mídia oficial na quarta-feira uma nota pedindo que deixe de divulgar o filme.
"Recebemos uma ordem de não comentar ou discutir o filme, e nem sequer mencionar seu nome sob qualquer forma na mídia impressa", disse a fonte, que recebeu um briefing sobre a situação.
"O filme será proibido em todo o território nacional a partir de 9 de junho, então hoje será o último dia para quem quiser assistir", disse uma fonte.
O Código Da Vinci estreou na China em 17 de maio, horas antes de sua estréia de gala no Festival de Cinema de Cannes.
A controversa adaptação do romance best-seller de Dan Brown, a história do acobertamento pelo Vaticano da suposta descendência de Jesus Cristo, vendeu cerca de US$ 77 milhões em ingressos em seus três primeiros dias em cartaz nos EUA e Canadá.
O filme já foi proibido em vários Estados da Índia e também em Fiji, no Paquistão e alguns outros países, por ofender sensibilidades religiosas.
A China é oficialmente um país ateu, embora sua Constituição, teoricamente, garanta a liberdade de religião.