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Chega aos cinemas o primeiro filme da trilogia <i>Fronteiras do Universo</i>, o aguardad

Arquivo Geral

28/12/2007 0h00

Uma jovem órfã tem que lutar contra uma organização religiosa e para vencer esse embate se alia a animais falantes e feiticeiras. Esse enredo poderia até passar despercebido nos cinemas se não fosse por detalhes como um investimento de US$ 180 milhões, Nicole Kidman, Eva Green e Daniel Craig (esses dois últimos, em participações praticamente especiais, por aparecerem muito pouco) no elenco e elementos típicos de uma ficção fantástica juvenil contemporânea.

Visual espetacular, atuações de um elenco extraordinário, efeitos especiais muito bem orquestrados e para finalizar, a história é contada com agilidade e clareza. É assim que o escritor Philip Pullman resume a adaptação para o cinema do primeiro livro de sua trilogia  Fronteiras do Universo, A Bússola de Ouro (que conta ainda com as obras A Faca Sutil e A Luneta Âmbar).

Guardadas as devidas proporções, o público brasileiro poderá conferir esses e outros atributos de um dos filmes mais esperados do ano. Pullman, que co-assina o roteiro com o diretor diz que se encontra numa posição muito feliz com a adptação. “Estou contente com o tratamento da minha história na tela, e com a habilidade e integridade dos realizadores”.

Um clima de suspense envolveu o lançamento do longa em todo o mundo – para se ter uma idéia, durante a exibição para um seleto grupo de empresários do ramo do cinema e jornalistas no último dia 13 em São Paulo, ninguém foi autorizado a entrar com celulares e câmeras na sala de exibição. E como um presente de Natal, o filme A Bússola de Ouro, dirigido por Chris Weitz (Um Grande Garoto e Formiguinhaz), chega às telonas em um lançamento simultâneo em todo o Brasil, com 358 cópias espalhadas por cinemas do país.

A história
A estreante Dakota Blue Richards vive a heroína Lyra Belacqua, uma garota órfã que, criada por catedráticos da Univeridade de Jordan, vive em uma Oxford de um mundo paralelo.

Mas antes de falar da protagonista é preciso explicar um dos elementos fundamentais da trama: o daemon (nas legendas em português foi traduzido para “dimon”). No mundo paralelo imaginado por Philip Pullman, a alma de uma pessoa vive fora do corpo, na forma de um daemon – um espírito animal falante que o acompanha ao longo de toda a vida. Por serem ligados à imaginação, os daemon das crianças podem adquirir várias formas, ou seja, se assemelhar a vários animais diferentes. Mas à medida em que a pessoa envelhece, ele adquire uma forma fixa, de acordo com seu caráter e natureza.

A única família que Lyra acredita conhecer é seu tio, Lord Asriel (Daniel Craig), com quem tem pouco contato. Em uma das visitas dele à universidade, Lyra salva a vida do tio que seria envenenado. Após o episódio inusitado, ele parte para o Pólo Norte onde pretende investigar a essência da humanidade por meio de seus daemons. Lyra fica em Oxford, porém, é convencida pela enigmática Sra. Coulter (Nicole Kidman) a seguir viagem com ela. Antes de partir, a garota recebe uma bússola com a qual pode ver o futuro e a partir daí, ela viverá grandes aventuras.

Nesse meio tempo, a garota descobre que tem que salvar um de seus amigos que foi seqüestrado por uma ordem religiosa responsável por sufocar a individualidade de todos os habitantes do mundo ao separar as crianças de seus daemons. Mesmo com os efeitos especiais e a estética visual impecável, o longa é um pouco superficial aos olhos adultos, enquanto que para as crianças pode ser algumas vezes assustador (como na cena da luta entre os ursos Iorek Byrnison e o rei).

Polêmica
Apesar de ser um filme dedicado sobretudo ao público infanto-juvenil, a polêmica é inevitável fora das telas. Pullman, que nunca escondeu ser ateu, disse recentemente em uma entrevista que seus livros refletem uma opinião de que a religião é melhor quanto mais longe estiver do poder político, e que, “às vezes, as pessoas pensam que se algo for feito em nome da fé, deve ser bom. Infelizmente, isso não é certo”.

Essa afirmação e a crítica feita em seus livros foram suficientes para organizações religiosas cristãs condenarem não apenas sua obra, mas o filme de Weitz. A Liga Católica dos Estados Unidos, por exemplo, acusa a trilogia de Pullman de “levar as crianças ao ateísmo”. Entretanto, ao que tudo indica, essa polêmica só tem aumentado não apenas o interesse pelo filme, mas também pelos livros, que pegaram carona do lançamento cinematográfico e foram relançados no Brasil pela Editora Objetiva.

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