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Centro Cultural Banco do Brasil apresenta exposição de arte contemporânea para o público infantil

Arquivo Geral

31/10/2008 0h00


A exposição Arte para crianças, realizada pelo Centro Cultural Banco do Brasil, promete provar que todo mundo pode apreciar a arte, independente de idade, formação, etc. Basta silenciar a alma e escutar o que a obra tem a dizer. Uma exposição de arte contemporânea inteiramente idealizada para o público infantil, que poderá ser visitada até 18 de janeiro do ano que vem, de terça a domingo.

Quem disse que criança é incapaz de viver experiências estéticas a partir do contato com a arte contemporânea? Quem falou que é preciso ter um discurso acadêmico para dialogar com o objeto artístico, para impregnar-se do idioma da arte? Qual foi o teórico que determinou que arte não é coisa pra criança?

A mostra reúne um elenco bastante significativo da produção brasileira contemporânea, além de convidados internacionais. Sob curadoria de Evandro Salles, foram selecionados trabalhos de 16 artistas, entre eles Ernesto Neto, Mariana Manhães, Rubem Grilo, Eduardo Sued, Eder Santos, Cildo Meireles, Emmanuel Nassar, Yoko Ono e Lawrence Weiner.

Várias obras criadas especialmente para a exposição em Brasília  são assinadas pelo grande escultor Amílcar de Castro (1920-2002) e uma bela homenagem ao artista Athos Bulcão (1918-2008). Estão também representados a poesia de Manoel de Barros (numa animação intitulada Histórias da unha do dedão do pé do fim do mundo), o trabalho do escultor, desenhista e performático Tunga (no curioso vídeo Xifópagas capilares entre nós) e o trabalho construtivista do artista russo El Lissitzky (também apresentado em animação inédita).

Em Brasília, a exposição Arte para crianças foi escolhida para celebrar o aniversário de 200 anos do Banco do Brasil, que tem o perfil de aposta no futuro e por investir num trabalho de formação de público crítico para a arte. “A idéia básica é que os conceitos que constituem a arte mais avançada e sofisticada podem e devem ser experimentados por um público de crianças de uma maneira plena e direta, fazendo com que a experiência estética seja um instrumento de conhecimento e educação incorporado à cultura infantil”, afirma o curador Evandro Salles.

Silêncio para ouvir


Em termos de dimensões, Arte para crianças é a maior exposição do CCBB nestes oito anos de atividade em Brasília. Todos os espaços expositivos da instituição serão ocupados: Galerias 1 e 2, Pavilhão de Vidro, Sala Multiuso, hall e fachada do prédio, jardins e áreas externas numa grande celebração à arte contemporânea. “Nossa proposta é discutir pretensas verdades em relação à arte contemporânea”, avisa Salles.

Para começar, a exposição não propõe um percurso específico – cada visitante poderá escolher onde começa e onde termina seu caminho. A curadoria, inclusive, propõe um jogo ao espectador: que ele se prepare para passear pela mostra como se tivesse perdido a memória em algum sonho e de repente acordasse, abrindo os olhos lentamente e escutando o que cada obra tem a dizer.

“As boas obras conseguem oferecer uma experiência estética a todos”, comenta o curador. Para isso, a produção está apostando numa participação diferenciada dos monitores. Eles não indicarão trajetos, tampouco descreveram cada objeto artístico, como acontece nas demais exposições. Ao contrário, receberão o visitante e o convidarão a “silenciar a fala interior” para ouvir o que a arte tem a dizer, como explica Evandro: “Nós discutimos a função da arte e a relação que pode ser estabelecida diretamente entre obra e público”.

Outra verdade que é lançada por terra é aquela que menospreza a capacidade intelectual das crianças.”As crianças se integram naturalmente à experiência da arte. Todos nós podemos aprender com elas!”, propõe a mostra. Arte para crianças apresenta um importante recorte da produção brasileira, com obras nas diferentes linguagens das artes visuais contemporâneas abordando as diversas questões relativas à construção da imagem no mundo atual: fragmentação, narrativa e desconstrução da narrativa, cor, luz, forma, a relação entre palavra e imagem, processos artesanais como a xilogravura e processos digitais como o vídeo, etc.
O espectador ainda pode fazer contato com interações de linguagem entre artes visuais, literatura, teatro e música articulados através de aparato tecnológico multimidia típico do universo artístico contemporâneo.

Arte para crianças – Exposição de arte contemporânea para o público infantil. Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Sul, Trecho 2). Até 18 de janeiro, de terça a domingo, das 9 às 21h, nas galerias 1 e 2, na Sala Multiuso. Entrada franca. Informações: 3310-7087.

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