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Cena aberta para arte de Brasília e do País

Arquivo Geral

15/12/2005 0h00

O cenário artístico da capital vai ganhar três novos espaços a partir de hoje. A Universidade de Brasília inaugura, às 20h, o Espaço Piloto, composto pelas galerias Térreo, Mezanino e Subsolo, no Edifício de Oficinas Especiais, no Campus Universitário Darcy Ribeiro.

Para estrear o local, foram convidados artistas experientes, alunos e ex-alunos do curso de Artes Plásticas. Nas galerias Térreo e Mezanino, pode ser vista a exposição A Gênese do Cafuzo, de Nelson Maravalhas. Até o dia 28 de fevereiro, o professor do Departamento de Artes Visuais da UnB expõe 36 obras, entre pinturas e desenhos, divididas em dois segmentos: experimental e de concepção.

“O cafuzo é fruto das raças mais marginalizadas do Brasil”, explica Maravalhas. “São duas linhagens diferentes que têm uma contradição eterna”. Para o artista, doutor em Teoria e História da Arte pela Universidade de Kent (Inglaterra), o novo local, todo de vidro e com azulejos de Athos Bulcão, será útil para as aulas do curso de Artes Plásticas. “A gente produz arte e vai poder expor as obras na própria universidade”, destaca. “Isso é muito bom para os alunos”.

Na Galeria Subsolo, João Angelini, Krishna Passos, Luciana Paiva, Fernanda Mendonça, Patrícia Glayds, Miguel Ferreira, Milton Marques e Oziel participam da mostra de videoarte e videoinstalação Elétrica Eclética, também até 28 de fevereiro.

Patrícia Glayds, estudante do 7° semestre de Artes Plásticas, apresenta o trabalho Confere com o Original, película de Super 8 manipulada. “Comprei a película em uma loja de usados, cortei e colei os fragmentos em outros pedaços. Assim, criei um novo enredo”, explica. A película se referia a momentos de uma família desconhecida. “Desconstruí a história deles e surgiu uma nova narrativa. O efeito ficou legal porque o som é o mesmo do projetor e a velocidade foi diminuída”.

Assim como Patrícia, o ex-aluno da UnB e idealizador da mostra Elétrica Eclética, Krishna Passos, optou por trabalhar com pessoas anônimas. O artista gravou mais de 20 horas de depoimentos em São Paulo, Recife, Pirenópolis e Brasília, e selecionou cinco minutos para a exposição. O vídeo chama-se O Povo Brasileiro. “É um trabalho sociológico. Geralmente utilizo câmera escondida, mas, em alguns casos, a pessoa sabe que estou gravando”, afirma. Segundo Krishna, os depoentesconversam sobre assuntos diversos, muitas vezes pessoais.

galeriasO professor Miguel Simão, chefe do Departamento de Artes Visuais da UnB, informa que artistas brasileiros e estrangeiros poderão expor suas obras no Espaço Piloto. O edital vai ser lançado no início do ano que vem e serão realizadas oito exposições ao ano, em cada galeria.

De acordo com Simão, os nomes Térreo, Mezanino e Subsolo vão ser substituídos por outros, a serem escolhidos pela comunidade acadêmica assim que a greve da universidade terminar. Ele lembra que as galerias são um importante espaço de experimentação para os alunos.

“Serão laboratórios-escola, com cursos de montagem, iluminação”, adianta o professor. “As galerias estão para as Artes Plásticas assim como o hospital universitário está para a Medicina”.

As exposições A Gênese do Cafuzo e Elétrica Eclética poderão ser visitadas de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h, e também aos sábados,

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    Para estrear o local, foram convidados artistas experientes, alunos e ex-alunos do curso de Artes Plásticas. Nas galerias Térreo e Mezanino, pode ser vista a exposição A Gênese do Cafuzo, de Nelson Maravalhas. Até o dia 28 de fevereiro, o professor do Departamento de Artes Visuais da UnB expõe 36 obras, entre pinturas e desenhos, divididas em dois segmentos: experimental e de concepção.

    “O cafuzo é fruto das raças mais marginalizadas do Brasil”, explica Maravalhas. “São duas linhagens diferentes que têm uma contradição eterna”. Para o artista, doutor em Teoria e História da Arte pela Universidade de Kent (Inglaterra), o novo local, todo de vidro e com azulejos de Athos Bulcão, será útil para as aulas do curso de Artes Plásticas. “A gente produz arte e vai poder expor as obras na própria universidade”, destaca. “Isso é muito bom para os alunos”.

    Na Galeria Subsolo, João Angelini, Krishna Passos, Luciana Paiva, Fernanda Mendonça, Patrícia Glayds, Miguel Ferreira, Milton Marques e Oziel participam da mostra de videoarte e videoinstalação Elétrica Eclética, também até 28 de fevereiro.

    Patrícia Glayds, estudante do 7° semestre de Artes Plásticas, apresenta o trabalho Confere com o Original, película de Super 8 manipulada. “Comprei a película em uma loja de usados, cortei e colei os fragmentos em outros pedaços. Assim, criei um novo enredo”, explica. A película se referia a momentos de uma família desconhecida. “Desconstruí a história deles e surgiu uma nova narrativa. O efeito ficou legal porque o som é o mesmo do projetor e a velocidade foi diminuída”.

    Assim como Patrícia, o ex-aluno da UnB e idealizador da mostra Elétrica Eclética, Krishna Passos, optou por trabalhar com pessoas anônimas. O artista gravou mais de 20 horas de depoimentos em São Paulo, Recife, Pirenópolis e Brasília, e selecionou cinco minutos para a exposição. O vídeo chama-se O Povo Brasileiro. “É um trabalho sociológico. Geralmente utilizo câmera escondida, mas, em alguns casos, a pessoa sabe que estou gravando”, afirma. Segundo Krishna, os depoentesconversam sobre assuntos diversos, muitas vezes pessoais.

    galeriasO professor Miguel Simão, chefe do Departamento de Artes Visuais da UnB, informa que artistas brasileiros e estrangeiros poderão expor suas obras no Espaço Piloto. O edital vai ser lançado no início do ano que vem e serão realizadas oito exposições ao ano, em cada galeria.

    De acordo com Simão, os nomes Térreo, Mezanino e Subsolo vão ser substituídos por outros, a serem escolhidos pela comunidade acadêmica assim que a greve da universidade terminar. Ele lembra que as galerias são um importante espaço de experimentação para os alunos.

    “Serão laboratórios-escola, com cursos de montagem, iluminação”, adianta o professor. “As galerias estão para as Artes Plásticas assim como o hospital universitário está para a Medicina”.

    As exposições A Gênese do Cafuzo e Elétrica Eclética poderão ser visitadas de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h, e também aos sábados,

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