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CCBB expõe momento de transição do cinema em nova mostra

Arquivo Geral

29/05/2007 0h00

Após o som, a cor e o aumento do formato, uma nova revolução envolve a produção cinematográfica em todo o mundo: o vídeo digital, que tem como principal vantagem a alta qualidade por um custo bem menor. Esse é o tema a ser discutido entre os dias 29 de maio e 17 de junho no Centro Cultural do Banco do Brasil com a mostra Analógico Digital.

“O cinema é uma linguagem. O vídeo é outra linguagem a parte. Mas atualmente os dois estão se mesclando. As duas tendências têm se misturado e aproveitado de cada tradição para criar uma terceira linguagem”, explica Gustavo Galvão, o curador do evento.

Os filmes escolhidos, são 20 longas-metragens de diversas nacionalidades e sete curtas brasileiros, foram captados em vídeo ou gerados por computador e depois transferidos para película 35mm. A maior parte das produções foi lançada após 1998, com exceção de uma: O Mistério de Oberwald, de 1981.

O Mistério de Oberwald (Itália) é um dos destaques da mostra, pois foi rodado muito antes do aparecimento da tecnologia digital. Ele foi feito em vídeo analógico e já demonstra que o interesse do cinema pelo vídeo é bem antigo”, conta Galvão.

Outro longa que se destaca no evento é o argentino Fuckland, um misto de documentário e ficção, que foi o primeiro filme sul americano a receber o selo do Dogma 95. O Dogma 95 é um movimento de cineastas dinamarqueses que criaram uma série de novas regras para fazer cinema. E elas casam muito bem com as possibilidades da tecnologia digital.

“O Dogma 95 foi o primeiro capítulo do cinema digital. E ele é importante, pois abriu a cabeça das pessoas, tanto das que fazem quanto das que assistem, para esse novo caminho”, afirma Gustavo ao ressaltar a importância desse movimento.

A mostra ainda conta com filmes que se destacaram no circuito comercial como A Bruxa de Blair, Sin City e Buena Vista Social Clube. Também serão exibidos a animação Bicicletas de Belleville e Waking Life. Tudo isso para mostrar que os caminhos que a produção digital tem tomado são bem diversificados.

Apesar de estarmos em um momento de fusão dessas duas linguagens, o curador Gustavo Galvão acha que ambas continuarão a ter espaço. “Vídeo e cinema têm histórias diferentes e imagino que continue assim”, afirma. “Hoje você pode fazer um vídeo e colocar na internet. Filme é aquilo que roda no cinema. E o cinema é um ritual social. Você vai pra lá e espera que as luzes se apaguem para assistir a uma história. Isso nenhuma televisão ou computador vão conseguir subustituir”, finaliza.

Programação

Terça (29 de maio)
18h – Lúcia e o Sexo (Julio Medem, Espanha, 2001, 128´)
20h30 – O Mistério de Oberwald (Michelangelo Antonioni, Itália, 1981, 128´), DVD – entrada franca

Quarta (30/05)
18h – O Prisioneiro da Grade de Ferro (Paulo Sacramento, Brasil, 2004, 123´), antecedido pelo curta Território Vermelho (Kiko Goifman, Brasil, 2004, 12´)
20h30 – Fuckland (José Luis Marqués, Argentina, 2000, 85´), DVD – entrada franca

Quinta (31/05)
18h – O Mistério de Oberwald (Michelangelo Antonioni, Itália, 1981, 128´), DVD – entrada franca
20h30 – Waking Life (Richard Linklater, EUA, 2001, 101´), antecedido pelo curta Superfície (Jimi Figueiredo, Brasil, 2004, 6´)

Sexta (01/06)
18h – A Inglesa e o Duque (Éric Rohmer, França, 2001, 129´)
20h30 – Fuckland (José Luis Marqués, Argentina, 2000, 85´), DVD – entrada franca

Sábado (02/06)
16h – Festa de Família (Thomas Vinterberg, Dinamarca, 1998, 105´)
18h – Os Idiotas (Lars von Trier, Dinamarca, 1998, 117´)
20h30 – Lúcia e o Sexo (Julio Medem, Espanha, 2001, 128´)

Domingo (03/06)
15h30 – Waking Life (Richard Linklater, EUA, 2001, 101´), antecedido pelo curta Superfície (Jimi Figueiredo, Brasil, 2004, 6´)
17h30 – O Prisioneiro da Grade de Ferro (Paulo Sacramento, Brasil, 2004, 123´), antecedido pelo curta Território Vermelho (Kiko Goifman, Brasil, 2004, 12´)
20h – A Bruxa de Blair (Daniel Myrick e Eduardo Sánchez, EUA, 1999, 86´), antecedido pelo curta A Menina do Algodão (Daniel Bandeira e Kleber Mendonça Filho, Brasil, 2002, 8´)

Terça (05/06)
18h – Entreatos (João Moreira Salles, Brasil, 2004, 117´)
20h30 – Elogio ao Amor (Jean-Luc Godard, França, 2001, 97´)

Quarta (06/06)
18h – À Margem do Concreto (Evaldo Mocarzel, Brasil, 2005, 80´), antecedido pelo curta Memória sem Visão (Marco Valle, Brasil, 2006, 18´)
20h30 – Buena Vista Social Club (Wim Wenders, Alemanha/Cuba, 1999, 105´)

Quinta (07/06)
18h – Dançando no Escuro (Lars von Trier, Dinamarca, 2000, 140´)
20h30 – O Homem Urso (Werner Herzog, EUA/Canadá, 2005, 103´), antecedido pelo curta Trecho (Helvécio Marins Jr. e Clarissa Campolina, Brasil, 2006, 16´)

Sexta (08/06)
18h – Sin City (Robert Rodriguez e Frank Miller, EUA, 2005, 124´)
20h30 – Festa de Família (Thomas Vinterberg, Dinamarca, 1998, 105´)

Sábado (09/06)
16h – Elogio ao Amor (Jean-Luc Godard, França, 2001, 97´)
18h – A Inglesa e o Duque (Éric Rohmer, França, 2001, 129´)
20h30 – O Fim e o Princípio (Eduardo Coutinho, Brasil, 2005, 110´)

Domingo (10/06)
15h30 – As Bicicletas de Belleville (Sylvain Chomet, França/Bélgica, 2003, 80´), antecedido pelo curta O Lobisomem e o Coronel (Ítalo Cajueiro e Elvis Kleber, Brasil, 2002, 10´)
17h30 – Entreatos (João Moreira Salles, Brasil, 2004, 117´)
20h – À Margem do Concreto (Evaldo Mocarzel, Brasil, 2005, 80´), antecedido pelo curta Memória sem Visão (Marco Valle, Brasil, 2006, 18´)

Terça (12/06)
18h – A Festa Nunca Termina (Michael Winterbottom, Grã-Bretanha, 2002, 117´)

Quarta (13/06)
18h – O Fim e o Princípio (Eduardo Coutinho, Brasil, 2005, 110´)
20h30 – Caché (Michael Haneke, França, 2005, 117´), antecedido pelo curta A Lente e a Janela (Marcius Barbieri, Brasil, 2005, 12´)

Quinta (14/06)
18h – Buena Vista Social Club (Wim Wenders, Alemanha/Cuba, 1999, 105´)
20h30 – Sin City (Robert Rodriguez e Frank Miller, EUA, 2005, 124´)

Sexta (15/06)
18h – O Homem Urso (Werner Herzog, EUA/Canadá, 2005, 103´), antecedido pelo curta Trecho (Helvécio Marins Jr. e Clarissa Campolina, Brasil, 2006, 16´)
20h30 – A Festa Nunca Termina (Michael Winterbottom, Grã-Bretanha, 2002, 117´)

Sábado (16/06)
16h – As Bicicletas de Belleville (Sylvain Chomet, França/Bélgica, 2003, 80´), antecedido pelo curta O Lobisomem e o Coronel (Ítalo Cajueiro e Elvis Kleber, Brasil, 2002, 10´)
18h – Dançando no Escuro (Lars von Trier, Dinamarca, 2000, 140´)
20h30 – Os Idiotas (Lars von Trier, Dinamarca, 1998, 117´)

Domingo (17/06)
15h30 – O Fim e o Princípio (Eduardo Coutinho, Brasil, 2005, 110´)
17h30 – Caché (Michael Haneke, França, 2005, 117´), antecedido pelo curta A Lente e a Janela (Marcius Barbieri, Brasil, 2005, 12´)
20h – A Bruxa de Blair (Daniel Myrick e Eduardo Sánchez, EUA, 1999, 86´), antecedido pelo curta A Menina do Algodão (Daniel Bandeira e Kleber Mendonça Filho, Brasil, 2002, 8´)

Analógico Digital – de 29 de maio a 17 de junho. Mostra de filmes que caracterizam a transição da tecnologia analógica para a digital. Ingressos a R$ 4 (inteira). As sessões de filmes em DVD serão gratuitas.

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