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Cazuza premiado pelo desempenho

Arquivo Geral

16/12/2005 0h00

Um filme musical é o fenômeno de bilheteria do cinema brasileiro. E isso nada tem a ver com os atuais 5,3 milhões de espectadores alcançados nas salas pelas 290 cópias de 2 Filhos de Francisco, sobre a dupla sertaneja Zezé di Camargo & Luciano.
A notícia era idêntica em 2004, quando Cazuza – O Tempo Não Pára teve três milhões de espectadores, o triplo do que se previa para as 152 cópias de lançamento da biografia cinematográfica do célebre roqueiro nos anos 80.
Na última terça-feira, Cazuza, de Sandra Werneck e Walter Carvalho, com Daniel Oliveira no papel principal, obteve um lugar também no ranking de sucessos de 2005 e faturou um prêmio em dinheiro no valor de R$ 324,8 mil. O filme tornou-se o primeiro na lista de vencedores do Prêmio Adicional de Renda, criado pela Ancine (Agência Nacional de Cinema), para recompensar os filmes nacionais mais bem-sucedidos nas bilheterias, que dividirão R$ 4,16 milhões pelo desempenho do mercado no ano passado.
Cada ganhador tem a obrigação de reinvestir o dinheiro na atividade cinematográfica. Além dos produtores (que devem usar a verba para novos filmes), o prêmio envolve distribuidores (obrigados a investir em mais lançamentos) e exibidores (que têm a alternativa de aperfeiçoar seus cinemas ou abrir novas salas).
Sandra Werneck já sabe em que projeto usará os 10% que lhe cabem de Cazuza. “Comprei os direitos de Meninas da Esquina, de Eliane Trindade, conta. A adaptação para o cinema terá o nome de um dos capítulos do livro, Sexo, Crochê e Bicicletas.
É também da literatura (Budapeste, de Chico Buarque, com direção de Walter Carvalho) que vem o novo projeto da produtora Rita Buzzar, segunda colocada no prêmio (com R$ 324 mil), por Olga (3,1 milhões de espectadores com 263 cópias).
PopularesBuzzar, de início, estranhou “a diferença pequena no valor do prêmio para os filmes de maior bilheteria e os de menor bilheteria”. De fato, os populares Cazuza e Olga estão ao lado de produções que chamaram a atenção de um público menor, como Redentor (200 mil), Narradores de Javé (66 mil), Como Fazer um Filme de Amor (54 mil) e O Vestido (39 mil). Mas depois a produtora se conformou: “Você tem de se colocar na situação de que nem sempre vai ter três milhões de espectadores”.
É critério do Prêmio Adicional de Renda o privilégio ao filme médio, considerado ponto de sustentação na indústria, já que os grandes sucessos são a exceção.
Para garantir esse objetivo, os cálculos de premiação usam ponderações com a faixa de público dos filmes, sua renda e o número de cópias com que foram lançados. “Assim nós nos prevenimos de premiar fracassos”, diz Manoel Rangel, diretor da Ancine.
“O cinema brasileiro gira demais em torno de concursos de projetos. O bom desse prêmio é que ele premia resultados”, diz Paulo Sacramento, vencedor (R$ 30 mil) com o documentário O Prisioneiro da Grade de Ferro.

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    16/12/2005 0h00

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    A notícia era idêntica em 2004, quando Cazuza – O Tempo Não Pára teve três milhões de espectadores, o triplo do que se previa para as 152 cópias de lançamento da biografia cinematográfica do célebre roqueiro nos anos 80.
    Na última terça-feira, Cazuza, de Sandra Werneck e Walter Carvalho, com Daniel Oliveira no papel principal, obteve um lugar também no ranking de sucessos de 2005 e faturou um prêmio em dinheiro no valor de R$ 324,8 mil. O filme tornou-se o primeiro na lista de vencedores do Prêmio Adicional de Renda, criado pela Ancine (Agência Nacional de Cinema), para recompensar os filmes nacionais mais bem-sucedidos nas bilheterias, que dividirão R$ 4,16 milhões pelo desempenho do mercado no ano passado.
    Cada ganhador tem a obrigação de reinvestir o dinheiro na atividade cinematográfica. Além dos produtores (que devem usar a verba para novos filmes), o prêmio envolve distribuidores (obrigados a investir em mais lançamentos) e exibidores (que têm a alternativa de aperfeiçoar seus cinemas ou abrir novas salas).
    Sandra Werneck já sabe em que projeto usará os 10% que lhe cabem de Cazuza. “Comprei os direitos de Meninas da Esquina, de Eliane Trindade, conta. A adaptação para o cinema terá o nome de um dos capítulos do livro, Sexo, Crochê e Bicicletas.
    É também da literatura (Budapeste, de Chico Buarque, com direção de Walter Carvalho) que vem o novo projeto da produtora Rita Buzzar, segunda colocada no prêmio (com R$ 324 mil), por Olga (3,1 milhões de espectadores com 263 cópias).
    PopularesBuzzar, de início, estranhou “a diferença pequena no valor do prêmio para os filmes de maior bilheteria e os de menor bilheteria”. De fato, os populares Cazuza e Olga estão ao lado de produções que chamaram a atenção de um público menor, como Redentor (200 mil), Narradores de Javé (66 mil), Como Fazer um Filme de Amor (54 mil) e O Vestido (39 mil). Mas depois a produtora se conformou: “Você tem de se colocar na situação de que nem sempre vai ter três milhões de espectadores”.
    É critério do Prêmio Adicional de Renda o privilégio ao filme médio, considerado ponto de sustentação na indústria, já que os grandes sucessos são a exceção.
    Para garantir esse objetivo, os cálculos de premiação usam ponderações com a faixa de público dos filmes, sua renda e o número de cópias com que foram lançados. “Assim nós nos prevenimos de premiar fracassos”, diz Manoel Rangel, diretor da Ancine.
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