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Cate Blanchett evoca Hollywood de antigamente

Arquivo Geral

12/12/2006 0h00

Poucos dias depois de fazer o papel de uma atraente professora de arte inglesa, a atriz Cate Blanchett adotou o sotaque alemão e se transformou em uma enigmática prostituta da época da Segunda Guerra Mundial, em uma performance que já foi comparada à de Marlene Dietrich.

Esse tipo de transição não é incomum para a atriz australiana, celebrada pelo comportamento ético no trabalho, por sua inteligência e seu charme, que remetem ao passado de Hollywood.

Especialistas dizem que Blanchett, 37 anos, que ganhou o Oscar de atriz coadjuvante há dois anos pelo papel de Katharine Hepburn em O Aviador, tem uma longa carreira pela frente, parecida com as das maiores atrizes do cinema.

Ela tem nada menos que três trabalhos cotados para o Oscar: Babel, em que atua ao lado de Brad Pitt; O Bom Alemão, com George Clooney, que estréia nos cinemas norte-americanos esta semana; e Notes on a Scandal, em que trabalha junto com Judi Dench e que estréia nos EUA no dia 27 de dezembro.

"Ela é meio sobrenatural", disse Steven Soderbergh, diretor de O Bom Alemão, ressaltando o curto período de preparação que ela teve para o longa, rodado em branco e preto numa homenagem aos filmes dos anos 40, como Casablanca. "Nunca vi uma coisa dessas".

Clooney comparou-a a Spencer Tracy pela capacidade de entrar no personagem. E a revista Variety disse que Blanchett evoca Marlene Dietrich. "Tive que usar os recursos que eu tinha e inventar a minha versão, porque de que adiantava imitar Marlene Dietrich, ela o faz com perfeição", disse Blanchett à Reuters.

Para Soderbergh, o desejo da atriz de representar papéis diferentes vai lhe garantir um longo reinado. "Vamos acabar comparando outras pessoas a ela", disse o cineasta à Reuters.

"Eu bem que queria dizer que tenho um plano de cinco anos, mas não sou tão stalinesca assim", disse Blanchett. Ela anunciou, recentemente, que vai assumir a direção da Companhia de Teatro de Sydney, por um período mínimo de três anos, a partir de 2008, junto com o marido, o dramaturgo Andrew Upton.

"Depois do anúncio, as pessoas ficaram falando do enorme sacrifício que estávamos fazendo", disse Blanchett. "Eu me sinto energizada".

A atriz afirmou que vai continuar fazendo filmes, pois há uma cláusula em seu contrato com a companhia que lhe permite se afastar por três meses a cada ano.

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