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Casos têm queda acentuada

Arquivo Geral

26/07/2004 0h00

Nos anos 80, os barbeiros da espécie Triatoma Infestans eram encontrados em mais de 720 municípios brasileiros. Em 2003, esse número caiu para apenas 29. Os pequenos e últimos focos dessa espécie são encontrados, principalmente, no Rio Grande do Sul e na Bahia.

O Rio Grande do Sul está em uma fase mais avançada em relação ao controle da doença de Chagas, pois o barbeiro, quando presente, se encontra em pequena quantidade e com infecção natural para o agente causador da doença – o Trypanosoma cruzi – perto de zero “Queremos, até o final do ano, realizar uma avaliação nacional para confirmar se a região encontra-se livre da transmissão da doença por esse vetor”, esclarece Márcio Vinhaes.

Inseticida – Desde 1980, o Ministério da Saúde, em conjunto com as secretarias estaduais e municipais de Saúde, promove ações regulares e sistematizadas em todas as áreas de risco de transmissão da doença de Chagas (Nordeste, semi-árido brasileiro, cerrado e Rio Grande do Sul). Nessas áreas, uma das principais ações de prevenção é o uso de inseticidas em borrifações domiciliares. Quando possível, são realizadas também melhorias nas casas da zona rural, trabalhos de educação em saúde e campanhas de esclarecimento para a população sobre a doença.

O Ministério promove ainda inquéritos entomológicos. Ou seja, trabalha na procura ativa dos insetos transmissores da doença nas casas que fazem parte das áreas de risco. A realização de inquéritos sorológicos – coleta de sangue na população da área de risco para avaliar o impacto da doença e de infecções – é outro trabalho de controle desenvolvido.

A primeira coleta de sangue na população aconteceu de 1975 a 1980 em todo o território nacional. Com a avaliação, pôde-se verificar uma prevalência média da doença de 4,2%, chegando a 8,8% em alguns estados, como Rio Grande do Sul e Minas Gerais. De 1994 a 1997, foram feitos inquéritos pontuais em determinados estados para monitorar a evolução da doença. A coleta de sangue foi feita na população de 7 a 14 anos. Mais de 232 mil amostras foram coletadas com grau de infecção de apenas 0,14%. “Somente 325 testes foram positivos. Percebeu-se grande redução no número de casos”, observa o coordenador.

Um novo inquérito sorológico está sendo realizado para analisar as ações de controle nos últimos 20 anos e identificar possíveis novas áreas de risco. Já foram coletadas mais de 60 mil amostras na população de 0 a 5 anos incompletos, faixa etária escolhida para avaliar o aparecimento de novos casos. “O trabalho de coleta das amostras deverá ser concluído até o final deste ano ou início do próximo. Até agora, já se observou que o nível de infecção da doença está muito baixo”, comenta Márcio.

O coordenador adianta que, em Minas Gerais, dos mais de 11 mil exames realizados na população, identificaram-se somente 28 crianças soropositivas para a doença de Chagas. Márcio observa que em todos esses casos a mãe era portadora da doença, podendo ter ocorrido a transmissão de mãe para filho. “Isso demonstra que as ações desenvolvidas pelo ministério tiveram grande impacto no controle da doença”, conclui.

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    26/07/2004 0h00

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    O Rio Grande do Sul está em uma fase mais avançada em relação ao controle da doença de Chagas, pois o barbeiro, quando presente, se encontra em pequena quantidade e com infecção natural para o agente causador da doença – o Trypanosoma cruzi – perto de zero “Queremos, até o final do ano, realizar uma avaliação nacional para confirmar se a região encontra-se livre da transmissão da doença por esse vetor”, esclarece Márcio Vinhaes.

    Inseticida – Desde 1980, o Ministério da Saúde, em conjunto com as secretarias estaduais e municipais de Saúde, promove ações regulares e sistematizadas em todas as áreas de risco de transmissão da doença de Chagas (Nordeste, semi-árido brasileiro, cerrado e Rio Grande do Sul). Nessas áreas, uma das principais ações de prevenção é o uso de inseticidas em borrifações domiciliares. Quando possível, são realizadas também melhorias nas casas da zona rural, trabalhos de educação em saúde e campanhas de esclarecimento para a população sobre a doença.

    O Ministério promove ainda inquéritos entomológicos. Ou seja, trabalha na procura ativa dos insetos transmissores da doença nas casas que fazem parte das áreas de risco. A realização de inquéritos sorológicos – coleta de sangue na população da área de risco para avaliar o impacto da doença e de infecções – é outro trabalho de controle desenvolvido.

    A primeira coleta de sangue na população aconteceu de 1975 a 1980 em todo o território nacional. Com a avaliação, pôde-se verificar uma prevalência média da doença de 4,2%, chegando a 8,8% em alguns estados, como Rio Grande do Sul e Minas Gerais. De 1994 a 1997, foram feitos inquéritos pontuais em determinados estados para monitorar a evolução da doença. A coleta de sangue foi feita na população de 7 a 14 anos. Mais de 232 mil amostras foram coletadas com grau de infecção de apenas 0,14%. “Somente 325 testes foram positivos. Percebeu-se grande redução no número de casos”, observa o coordenador.

    Um novo inquérito sorológico está sendo realizado para analisar as ações de controle nos últimos 20 anos e identificar possíveis novas áreas de risco. Já foram coletadas mais de 60 mil amostras na população de 0 a 5 anos incompletos, faixa etária escolhida para avaliar o aparecimento de novos casos. “O trabalho de coleta das amostras deverá ser concluído até o final deste ano ou início do próximo. Até agora, já se observou que o nível de infecção da doença está muito baixo”, comenta Márcio.

    O coordenador adianta que, em Minas Gerais, dos mais de 11 mil exames realizados na população, identificaram-se somente 28 crianças soropositivas para a doença de Chagas. Márcio observa que em todos esses casos a mãe era portadora da doença, podendo ter ocorrido a transmissão de mãe para filho. “Isso demonstra que as ações desenvolvidas pelo ministério tiveram grande impacto no controle da doença”, conclui.

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