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Mundo

Casa rejeita incluir obra de chargista de Maomé em leilão ao Haiti

Arquivo Geral

19/01/2010 0h00

A casa de leilões dinamarquesa Lauritz rejeitou, por medo de represálias, incluir uma obra do chargista Kurt Westergaard, conhecido por sua caricatura de Maomé com um turbante-bomba, em um leilão para arrecadar fundos às vítimas do terremoto no Haiti, informou hoje o canal de televisão “TV2”.

A “TV2” tinha pedido a vários artistas dinamarqueses, incluindo Westergaard, para doar obras a fim de leiloá-las pela internet, em colaboração com a Lauritz, que admitiu que a recusa busca proteger a segurança de seus funcionários, após a tentativa de atentado sofrido recentemente pelo caricaturista.

“Devemos reconhecer que a ameaça terrorista ainda é tamanha que não podemos prever as consequências de uma venda”, disse a diretora-executiva da casa de leilões, Mette Rodé Sandstrom, em comunicado.

“Estão me estigmatizando e isso é muito triste”, afirmou o caricaturista, a respeito da decisão da Lauritz, uma das casas de leilões mais famosas da Dinamarca.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) da terça-feira passada e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. Segundo declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, acredita que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que pelo menos 17 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor.

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    A “TV2” tinha pedido a vários artistas dinamarqueses, incluindo Westergaard, para doar obras a fim de leiloá-las pela internet, em colaboração com a Lauritz, que admitiu que a recusa busca proteger a segurança de seus funcionários, após a tentativa de atentado sofrido recentemente pelo caricaturista.


    “Devemos reconhecer que a ameaça terrorista ainda é tamanha que não podemos prever as consequências de uma venda”, disse a diretora-executiva da casa de leilões, Mette Rodé Sandstrom, em comunicado.


    “Estão me estigmatizando e isso é muito triste”, afirmou o caricaturista, a respeito da decisão da Lauritz, uma das casas de leilões mais famosas da Dinamarca.


    O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) da terça-feira passada e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. Segundo declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, acredita que o número de mortos superará 100 mil.


    O Exército brasileiro informou que pelo menos 17 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.


    A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor.

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