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Carioca de coração candango

Arquivo Geral

10/03/2004 0h00

Nascido no Rio de Janeiro, no produtivo ano de 1922, Milton Ribeiro veio para Brasília em 1967, convidado a dar aulas no antigo ICA (Instituto Central de Artes), na UnB. Foi quando começou sua estreita relação com a capital federal.

Pintou seu primeiro quadro, uma paisagem, em 1937, quando tinha apenas 15 anos de idade. “A exposição é uma retrospectiva de 60 anos da obra de Milton, mas, se computarmos o trabalho dele desde este quadro, pintado antes mesmo de ele ingressar na Escola de Belas-Artes, seriam 67 anos, ao contrário de 60”, revela o filho mais novo, Fernando Ribeiro, responsável pela curadoria da mostra e é quem cuida, de fato, do trabalho do pai.

Isso porque ele também é artista plástico, fotógrafo, influenciado e sensibilizado pela obra do pai. Apesar de ser de duas gerações à frente de Milton, utilizando a arte aliada à tecnologia, às instalações, Fernando se sente muito influenciado pelo pai. “Sempre convivemos (ele e os irmãos) com o trabalho dele. Foi muito bom ter vivido e crescido em um ambiente de arte. Mas ao mesmo tempo que era enriquecedor, era angustiante. Meu pai estava sempre entretido com o trabalho e pouco tempo reservava aos filhos”, lamenta o artista. Mas nada que causasse traumas insuperáveis. Tanto é que Fernando seguiu os passos de Milton na arte.

A época em que esteve na Escola de Belas-Artes no Rio de Janeiro, foi colega e conviveu com nomes como Athos Bulcão, Pancetti, Portinari e Iberê Camargo. Integrou o movimento criado por Guignard, que recebeu de Manuel Bandeira o apelido de a Nova Flor de Abacate. Milton chegou a professor titular, fez doutorado em Desenho de Modelo Vivo e se especializou em Artes Gráficas na Escola Etienne (França). “Meu pai não gosta que o chamem de artista, mas não conheço ninguém mais artista do que ele”, atesta Fernando.

A exposição Retrospectiva 60 anos – Documentário de um Artista traz um apanhado de aproximadamente 60 obras entre esculturas, pinturas, desenhos e gravuras, das mais antigas às mais recentes, elaboradas em 2001.

As pinturas estarão representadas por meio de diversas fases: expressionista, figuras humanas, modelos vivos, paisagens de cidades históricas, a famosa série do Pequeno Arquiteto (inspirada naquele joguinho de madeira no qual as peças empilhadas se transformam em prédios e cidades) e pinturas do início de Brasília. “Essa série de pinturas do início da capital traz uma saudosa surpresa, como a Asa Norte, o Núcleo Bandeirante e a Vila Planalto, quase inabitadas, com casas de madeira. Um verdadeiro registro histórico”, declara Fernando.

A propósito da exposição, estarão sendo captadas pelo diretor de fotografia Carlos Daliú imagens e entrevistas para serem confeccionados dois documentários sobre a obra de Milton Ribeiro, que também pode ser pesquisada no site www.miltonribeiro.com.

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    Carioca de coração candango

    Arquivo Geral

    10/03/2004 0h00

    Nascido no Rio de Janeiro, no produtivo ano de 1922, Milton Ribeiro veio para Brasília em 1967, convidado a dar aulas no antigo ICA (Instituto Central de Artes), na UnB. Foi quando começou sua estreita relação com a capital federal.

    Pintou seu primeiro quadro, uma paisagem, em 1937, quando tinha apenas 15 anos de idade. “A exposição é uma retrospectiva de 60 anos da obra de Milton, mas, se computarmos o trabalho dele desde este quadro, pintado antes mesmo de ele ingressar na Escola de Belas-Artes, seriam 67 anos, ao contrário de 60”, revela o filho mais novo, Fernando Ribeiro, responsável pela curadoria da mostra e é quem cuida, de fato, do trabalho do pai.

    Isso porque ele também é artista plástico, fotógrafo, influenciado e sensibilizado pela obra do pai. Apesar de ser de duas gerações à frente de Milton, utilizando a arte aliada à tecnologia, às instalações, Fernando se sente muito influenciado pelo pai. “Sempre convivemos (ele e os irmãos) com o trabalho dele. Foi muito bom ter vivido e crescido em um ambiente de arte. Mas ao mesmo tempo que era enriquecedor, era angustiante. Meu pai estava sempre entretido com o trabalho e pouco tempo reservava aos filhos”, lamenta o artista. Mas nada que causasse traumas insuperáveis. Tanto é que Fernando seguiu os passos de Milton na arte.

    A época em que esteve na Escola de Belas-Artes no Rio de Janeiro, foi colega e conviveu com nomes como Athos Bulcão, Pancetti, Portinari e Iberê Camargo. Integrou o movimento criado por Guignard, que recebeu de Manuel Bandeira o apelido de a Nova Flor de Abacate. Milton chegou a professor titular, fez doutorado em Desenho de Modelo Vivo e se especializou em Artes Gráficas na Escola Etienne (França). “Meu pai não gosta que o chamem de artista, mas não conheço ninguém mais artista do que ele”, atesta Fernando.

    A exposição Retrospectiva 60 anos – Documentário de um Artista traz um apanhado de aproximadamente 60 obras entre esculturas, pinturas, desenhos e gravuras, das mais antigas às mais recentes, elaboradas em 2001.

    As pinturas estarão representadas por meio de diversas fases: expressionista, figuras humanas, modelos vivos, paisagens de cidades históricas, a famosa série do Pequeno Arquiteto (inspirada naquele joguinho de madeira no qual as peças empilhadas se transformam em prédios e cidades) e pinturas do início de Brasília. “Essa série de pinturas do início da capital traz uma saudosa surpresa, como a Asa Norte, o Núcleo Bandeirante e a Vila Planalto, quase inabitadas, com casas de madeira. Um verdadeiro registro histórico”, declara Fernando.

    A propósito da exposição, estarão sendo captadas pelo diretor de fotografia Carlos Daliú imagens e entrevistas para serem confeccionados dois documentários sobre a obra de Milton Ribeiro, que também pode ser pesquisada no site www.miltonribeiro.com.

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