A reação do público é sempre carinhosa nas ruas. “É impressionante como o pessoal vem falar comigo, de crianças a senhoras. Eles comentam que acham graça na Emerenciana, embora eu não force barra para ser engraçada. Ela é gostosa, divertida de ver e bonita. A novela traz de volta uma certa ingenuidade”, acredita Patrícia Pillar.
Sobre o câncer de mama que Patrícia anunciou publicamente em 2002, ela quer virar a página. “Já falei tudo o que tinha que falar. Meu momento agora é outro, de dar um passo à frente. Esse assunto já era. Tudo o que tinha que falar, já falei. Até como parte do processo, tenho que virar essa página. Senão, eu não faço outra coisa. Não quero isso, não. Já fiz o que podia fazer”, admite a atriz, enfatizando que ficou pouco tempo fora da TV. “Na imprensa, dizem que fiquei quatro anos fora do ar. Não é verdade. Fiz Um Anjo Caiu do Céu, em 2001. E voltei em Carga Pesada, ano passado. Fiquei fora o tempo normal”, lembra a atriz, que gostaria de voltar ao seriado global: “Se me convidarem para fazer de novo a Rosa, topo na hora.”
Considerada uma das mulheres mais bonitas de sua geração, Patrícia nem parece já ter chegado à casa dos 40. Mas a receita da atriz é simples: “Caminho na praia e na Lagoa e faço aulas de aeróbica, com bola e peso.”
Sobre Emerencian, afirma: “Ela é um dos personagens mais marcantes que já fiz. É um trabalho feito com gosto, prazer, leveza. O clima é sempre bom nas gravações. Não há cenas que não goste de fazer.” Ela curte contracenar com Tony Ramos: “Ele é bom astral. É divertido no trabalho, mas não disperso. Eu sou caxias, gosto de decorar, falar do personagem. A gente combinou bem.”
Depois da novela, Patrícia quer fazer teatro. “Estou lendo textos para produzir alguma peça. Quero que o Aderbal Freire-Filho, que foi meu professor, dirija”, antecipa a atriz, que, antes de Cabocla, substituiu Andréa Beltrão na peça A Prova, de Aderbal. “Também quero fazer um curta, mas de brincadeira, curtição mesmo”, adianta a atriz. Patrícia estreou como diretora no clipe Saudade da Saudade, do CD Ponte Aérea, de Eveline Hecker.
Um dos principais nomes do seriado Mulher, que saiu do ar em 1999, a atriz sonha participar de outro: “Gosto do formato”.