Se, antes, elas se limitavam a ser apenas mais um coadjuvante de uma sopa bem preparada, hoje as abobrinhas – que viraram até sinônimo de asneiras no dicionário Aurélio – são estrelas principais dos melhores menus da cidade. E o melhor é que elas podem ser usadas de maneira eclética. Para isso, basta ler atentamente alguns cardápios de boas casas de Brasília para comprovar a deliciosa tese. Além disso, em casa, na hora do aperto, elas podem ser usadas em criativas receitas, como pode ser conferido abaixo.
No Empório Tradição, o prato à base de abobrinha é servido somente às segundas, o que fideliza a clientela. Lá, a sugestão é o espaguete com abobrinha grelhada no azeite e molho frio de tomate caqui (R$ 16,10).
Nas casas onde imperam a clássica cozinha italiana, elas também têm vez. Na Rappel Confeitaria e Restaurante, destaca-se a zucchine, como é chamada a abobrinha na Itália. Bruno Rappel criou um sanduíche vegetariano que atrai carnívoros, tamanha é a delicadeza e sabor. O sanduíche é preparado em pão ciabatta e recheado com abobrinhas e berinjelas recheadas, shiitake (cogumelos do sudeste asiático) e queijo gruyere, servido com salada verde (R$ 15).
Da Itália para o oriente. As robatas, aqueles espetinhos japoneses, também já trazem abobrinhas. No Ichiban, na 405 Sul, o proprietário Ronald Fiúza conta que elas estão entre as preferidas da clientela. As robatas custam entre R$ 3,50 e R$ 4,50.
Gil Guimarães, do Baco, tem dois pratos com abobrinhas. Claro que a pizza é um deles. Na casa há uma com mussarela, abobrinha, queijo de cabra e pomodoro pelatti (R$ 22,40), simplesmente irresistível. Assim como Bruno Rappel, Gil também tem um sanduíche. Lá, o recheio é de queijo de cabra, gorgonzola, abobrinha itálica e azeite extra-virgem (R$ 13,80).