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Capital das artes cênicas

Arquivo Geral

18/03/2004 0h00

O Festival de Teatro de Curitiba nasceu de uma conversa despretenciosa entre os amigos, Leandro Knoplholz e Carlos Eduardo Bittencourt, então com 18 e 22 anos. A idéia era levar para a capital paranaense peças de renome nacional, dar uma “movimentada” no cenário teatral da capital paranaense.

A primeira edição do festival, que ocorreu em 1992, trouxe ao Paraná grandes nomes do teatro brasileiro, como Antunes Filho, José Celso Martinez Correia e Gabriel Vilella.

Ao longo desses anos, o balanço do festival é bastante animador: já foram apresentados 747 espetáculos para um público estimado em 700 mil pessoas. E o público, assim como as atrações, crescem a cada ano. Só para se ter uma idéia, em 1992, primeira edição do evento, foram exibidas 14 peças e compareceu um público de 25 mil pessoas.

Em 2003, 12 anos depois, foram exibidas 180 peças, distribuídas em três frentes: a mostra Fringe, a Mostra de Teatro Contemporâneo e a Mostra de Teatro Infantil. O público girou em torno de 100 mil pessoas. Neste ano os números não deixam de impressionar: 150 espetáculos de diferentes partes do Brasil e do mundo, em variados gêneros.

Serão ministrados ainda, paralelamente ao evento, 16 cursos e oficinas que irão aperfeiçoar a formação dos inúmeros participantes do festival.

Foi pensando nas várias despedidas que marcaram sua vida, principalmente nos dois últimos anos, que o diretor paranaense Édson Bueno escreveu Investigação Sobre o Adeus, um dos três espetáculos que abre o Festival de Teatro de Curitiba hoje, no Sesc da Esquina, em estréia nacional.

Uma afirmação óbvia: na vida, um mesmo ser humano diz adeus várias vezes. Diz adeus a pessoas, situações, coisas, modelos de comportamento. Em cena, Tupaceretan Matheus, Léa Albuquerque, Maíra Weber e Tiago Luz interpretam quatro personagens que, em comum, têm apenas a fuga. Em uma estação de ônibus, as vidas de um professor de História da Arte que segue para outra cidade em busca do corpo da mulher morta; uma dona de casa que foge do lar, dos dois filhos e do marido; uma balconista suburbana que vai ao encontro dos futuros sogros e tem a certeza de que receberá uma negativa para o casamento; e um adolescente que acabou de assassinar três traficantes se cruzam para estabelecer um pequeno painel dos dramas da existência.

“Claro que existem momentos engraçados no texto, até pelo lado patético existente na vida de cada um. Mas foi um trabalho que fez com que eu mexesse em coisas que me fazem sofrer. Assim, a peça mostra estes personagens sendo desmembrados diante do público. Dá para dizer que é um espetáculo que necessita da identificação imediata do público para ser apreciado”, afirma o diretor Édson Bueno.

Outra estréia que promete é a peça Sonhos de Einstein, com a companhia carioca Intrépida Trupe, que será apresentada hoje e amanhã, na tradicional Ópera de Arame. A montagem é uma releitura do livro homônimo de Alan Lightmann, que mostra o desejo do homem de lidar com o tempo e as formas como ele é percebido.

A companhia misturou teorias da Física às técnicas circences, criando um espetáculo formado por imagens poéticas, ilustrando os questionamentos despertados pelo olhar curioso sobre o tempo. A proximidade entre o elenco e os espectadores provoca uma inquietação, estimulando o desejo de estar entre os encenadores, de participar da brincadeira.

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    18/03/2004 0h00

    O Festival de Teatro de Curitiba nasceu de uma conversa despretenciosa entre os amigos, Leandro Knoplholz e Carlos Eduardo Bittencourt, então com 18 e 22 anos. A idéia era levar para a capital paranaense peças de renome nacional, dar uma “movimentada” no cenário teatral da capital paranaense.

    A primeira edição do festival, que ocorreu em 1992, trouxe ao Paraná grandes nomes do teatro brasileiro, como Antunes Filho, José Celso Martinez Correia e Gabriel Vilella.

    Ao longo desses anos, o balanço do festival é bastante animador: já foram apresentados 747 espetáculos para um público estimado em 700 mil pessoas. E o público, assim como as atrações, crescem a cada ano. Só para se ter uma idéia, em 1992, primeira edição do evento, foram exibidas 14 peças e compareceu um público de 25 mil pessoas.

    Em 2003, 12 anos depois, foram exibidas 180 peças, distribuídas em três frentes: a mostra Fringe, a Mostra de Teatro Contemporâneo e a Mostra de Teatro Infantil. O público girou em torno de 100 mil pessoas. Neste ano os números não deixam de impressionar: 150 espetáculos de diferentes partes do Brasil e do mundo, em variados gêneros.

    Serão ministrados ainda, paralelamente ao evento, 16 cursos e oficinas que irão aperfeiçoar a formação dos inúmeros participantes do festival.

    Foi pensando nas várias despedidas que marcaram sua vida, principalmente nos dois últimos anos, que o diretor paranaense Édson Bueno escreveu Investigação Sobre o Adeus, um dos três espetáculos que abre o Festival de Teatro de Curitiba hoje, no Sesc da Esquina, em estréia nacional.

    Uma afirmação óbvia: na vida, um mesmo ser humano diz adeus várias vezes. Diz adeus a pessoas, situações, coisas, modelos de comportamento. Em cena, Tupaceretan Matheus, Léa Albuquerque, Maíra Weber e Tiago Luz interpretam quatro personagens que, em comum, têm apenas a fuga. Em uma estação de ônibus, as vidas de um professor de História da Arte que segue para outra cidade em busca do corpo da mulher morta; uma dona de casa que foge do lar, dos dois filhos e do marido; uma balconista suburbana que vai ao encontro dos futuros sogros e tem a certeza de que receberá uma negativa para o casamento; e um adolescente que acabou de assassinar três traficantes se cruzam para estabelecer um pequeno painel dos dramas da existência.

    “Claro que existem momentos engraçados no texto, até pelo lado patético existente na vida de cada um. Mas foi um trabalho que fez com que eu mexesse em coisas que me fazem sofrer. Assim, a peça mostra estes personagens sendo desmembrados diante do público. Dá para dizer que é um espetáculo que necessita da identificação imediata do público para ser apreciado”, afirma o diretor Édson Bueno.

    Outra estréia que promete é a peça Sonhos de Einstein, com a companhia carioca Intrépida Trupe, que será apresentada hoje e amanhã, na tradicional Ópera de Arame. A montagem é uma releitura do livro homônimo de Alan Lightmann, que mostra o desejo do homem de lidar com o tempo e as formas como ele é percebido.

    A companhia misturou teorias da Física às técnicas circences, criando um espetáculo formado por imagens poéticas, ilustrando os questionamentos despertados pelo olhar curioso sobre o tempo. A proximidade entre o elenco e os espectadores provoca uma inquietação, estimulando o desejo de estar entre os encenadores, de participar da brincadeira.

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