O artista performático gay Kevin Aviance saiu do hospital na segunda-feira depois de se recuperar de um espancamento que, segundo defensores dos direitos humanos, constitui um novo exemplo dos crimes de ódio que são cometidos contra homossexuais nos Estados Unidos.
Aviance saiu do hospital em cadeira de rodas, com a perna protegida por um reforço e os maxilares fechados por um aparelho que o impede de abrir a boca. "Kevin está sofrendo muito, mental e fisicamente. Ele terá que enfrentar um caminho longo para se recuperar. Todos nós sabemos que isso continua acontecendo toda hora", disse seu advogado, Jay Sanchez, referindo-se à violência contra homossexuais.
Aviance estava incapacitado de falar em função dos ferimentos sofridos, mas conseguiu balbuciar a palavra "obrigado" aos jornalistas presentes.
Quatro rapazes entre 16 e 20 anos foram detidos sob suspeita de serem autores da agressão, na qual o cantor líder das paradas e artista performático dito "underground" foi atacado quando voltava para casa a pé de um bar, na madrugada do sábado.
De acordo com o empresário de Aviance, Len Evans, os jovens gritaram "matem o veado" enquanto o espancavam.
Kevin Aviance, que já teve três singles musicais que se tornaram Número 1 das paradas da Billboard, foi descrito por Evans como "cruzamento entre Missy Elliott e Grace Jones" . O artista também cita como suas influências Boy George e David Bowie.
Agora ele terá que passar duas semanas e meia com os maxilares fechados à força por um aparelho, no auge do Mês do Orgulho Gay. Mas ele ainda espera poder participar da Parada do Orgulho Gay, marcada para 25 de junho.
Mais ou menos no mesmo momento em que Aviance estava sendo espancado, três gays foram atacados por sete ou oito homens no bairro operário de Astoria, no distrito de Queens, em Nova York.