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Câncer mata Wally Salomão

Arquivo Geral

06/05/2003 0h00

De uma mistura interessante, pai sírio e mãe baiana, nasceu o inusitado. De uma doença incurável, morreu o valioso poeta. Wally Salomão, 59 anos, também ator, letrista, produtor cultural e diretor artístico, morreu na manhã de ontem, em conseqüência de um câncer no intestino, em um hospital no Rio de Janeiro, onde estava internado há duas semanas. Nascido em 1944 em Jequié, interior da Bahia, Wally esteve, nos anos 60, muito próximo de artistas como Gal Costa, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jards Macalé e Torquato Neto, sendo considerado, inclusive, peça-chave do movimento Tropicalista. Entusiasta das letras, lançou seu primeiro livro de poemas em 1971. Chamado Me Segura que eu Vou Dar um Troço, tinha textos escritos enquanto esteve preso e diagramação de ninguém menos que o artista plástico Hélio Oiticica, amigo de Salomão. Escreveu ainda Gigolô de Bibelôs, Surrupiador de Souvenirs, Algaravias, Lábia e Tarifa de Embarque, este último lançado em 2000. Uma de suas últimas invenções foi viver no cinema, outro contraventor, Gregório de Mattos. No filme homônimo de Ana Carolina, Wally interpreta o poeta baiano ao lado de Marília Gabriela e Ruth Escobar. Wally estava ocupando o cargo de secretário do Livro e Leitura, no Ministério da Cultura, do amigo Gilberto Gil. Em comunicado feito ontem, foi declarado, pela assessoria de Imprensa do Minc, que “o falecimento de Wally, aos 59 anos, deixa um vácuo imensurável na cultura brasileira”. Os músicos e intelectuais brasileiros assinam embaixo.

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    06/05/2003 0h00

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