Brasília se tornou uma cidade impossível para achar estacionamento. Não há vagas nas entrequadras, nem nos estacionamentos públicos da capital. Para tal, somos obrigados a dar alguns trocados aos flanelinhas, que são os donos das ruas. A cada parada, é gasto pelo menos R$ 1. Além disso, desperdiçamos mais tempo procurando um lugar para colocar o carro, do que se fôssemos de ônibus ou até a pé ao local desejado.
A cidade planejada para receber 600 mil habitantes, hoje tem dois milhões. E a maioria possui carro. Por isso, quero lançar a Campanha da Carona, onde o motorista solitário e individualista vai ceder um lugar no carro ao seu colega de trabalho que mal cumprimenta ou a um vizinho chato. Assim, dá para rachar a gasolina e ajudar todo mundo a economizar; as vias não ficarão tão congestionadas e a poluição será menor. E, ainda, a pessoa pode aproveitar e soltar seu lado “relações públicas” de ser: vai conhecer e fazer mais amigos.
Dar carona para alguém é uma forma de entretenimento, faz bem ao bolso e a nossa comunidade.
Clarissa Heinrich
Asa Norte