A faixa infantil sempre foi um grande nicho para as nossas emissoras. As duas principais redes, em alta escala e muito mais que todas as outras concorrentes, nunca deixaram de abrir espaços generosos em suas programações para as atrações deste campo. Não fosse por outros motivos,
o retorno comercial é altamente compensador. O SBT, inclusive, se deu ao luxo de abrir mão de apresentadoras famosas. Hoje já não tem Angélica, Mariane, Mara Maravilha, Jaqueline e ninguém mais. Só bota seus desenhos no ar e
se vê plenamente atendido com isso. É primeiro lugar absoluto no horário. A Globo é que tem as suas dores de cabeça.
Investe horrores, destina alguns dos seus principais profissionais para o horário e não consegue acertar a mão.
O programa da Xuxa, por exemplo, até bem pouco tempo
uma solução, nos dias atuais é considerado o seu maior problema. Hoje quem dá expediente por lá é Jorge Fernando, um diretor consagrado de novelas, que vai tentar tirar mancha de onça sem benzina. Tem pela frente a missão de fazer o programa, a partir de 4 de abril, voltar ao ar totalmente remodelado e em condições de brigar de igual por igual pelo primeiro lugar. O seu principal desafio, no entanto, não é o de montar um programa novo e competitivo. Isso pode ser alcançado até com certa facilidade, até pelas condições de trabalho que a Globo oferece. O problema maior será fazer a Xuxa cair na real. Entender que o tempo também passou para ela, como passa pra todo mundo e se colocar de forma diferente diante do seu público. Se isto for alcançado, mais da metade do caminho estará percorrido.