Ambientes aconchegantes e descolados são chamarizes para quem procura um bom café. Quando estes requisitos são aliados a tradição, o local fica perfeito. Por isso, destacamos, hoje, cafés que se enquadram neste perfil. Sendo assim, quem merece toda deferência é o mestre Sérgio Raffaelli, que reabriu o Café Cassis, no ParkShopping.
Precursor deste tipo de casa em Brasília, Raffaelli mostra no menu que seu talento para gastronomia permanece intacto. A casa traz os tradicionais dips de cinco camadas, wraps (aqueles sanduíches embrulhados em pão folha) de cordeiro, bagels (pãezinhos americanos), donuts, falafel e club sanduíche. Além disso, há pratos quentes. Destaques para o estrogonofe a J.R., bacalhau espiritual e o frango com páprica. As quiches e as saladas elaboradas são das mais disputadas da cidade. Os caldos, alguns servidos dentro de pães, são ótimos.
Procurado por gente bonita que quer saber o que rola no meio cultural na cidade, o Café Savana é uma ótima escolha para se beber um bom drinque e fazer um lanche fino antes de ir para a balada ou o contrário. Ou seja, ali dá para começar ou terminar a noite. O público freqüentador é descolado, acima dos 30 anos, formado por profissionais liberais e muita gente interessante. Dá para passar horas extremamente agradáveis. Vale lembrar que o menu foi todo elaborado pelo proprietário Marcelo Mello.
O francês Daniel Briand é grife na cidade. Falar sobre café e não destacá-lo seria uma heresia. Localizada na 104 Norte, a Patissier e Chocolatier Daniel Briand serve, sem sombra de dúvida, uma dos melhores croissants de Brasília.
Daniel, lançou novo conceito de qualidade no mercado quando abriu o café há oito anos. Na produção de tortas, doces e chocolates, ele faz questão de usar matéria-prima francesa na maioria dos produtos. Manteiga, farinha, amêndoa, baunilha e mostarda são alguns que vêm direto da França. No cardápio, as opções de acompanhamento para os chás e cafés podem ser saladas, quiches, vol au vents e tábuas de pães e patês. Não precisar ser nenhum expert para perceber que tudo é de primeira no café. Para completar, o ambiente é um charme. A casa é reduto de intelectuais e jornalistas.
Já no caso do Café Martinica (303 Norte) várias tribos convivem em perfeita harmonia há 14 anos instalado. A casa oferece um menu enxuto, mas muito bem elaborado. Sem seguir modismos, caiu no gosto da clientela, tanto que há pratos que estão no cardápio desde a inauguração, como é o caso do croissant com recheio de estrogonofe de frango e catupiry. As receitas são clássicas. Exemplo disso é o sanduíche preparado na baguete que leva o imbatível recheio de mussarela da búfala, tomates secos e rúcula.
Os cafés fazem bonito no menu. Dá para pedir, sem medo de errar, o vienense, a base de chocolate em pó, creme de leite e chantilly. Podemos não estar em qualquer capital européia, onde os cafés fazem parte do cotidiano das cidades, contudo, temos casas em Brasília que conseguiram trazer a qualidade e o sabor das iguarias servidas no Velho Continente. Um final de semana alto-astral para todos. (MV)