O arquiteto britânico Norman Foster foi agraciado hoje em Oviedo com o Prêmio Príncipe de Astúrias das Artes de 2009 por antecipar “com brilho a única cidade possível no século XXI”.
Foster figurava entre os finalistas junto com a atriz inglesa Vanessa Redgrave, o cineasta espanhol Carlos Saura, o escultor americano Richard Serra, o cantor espanhol Joan Manuel Serrat e o compositor espanhol Cristóbal Halffter.
O júri destaca a obra de “alcance universal” do arquiteto e urbanista, que soube conjugar “a qualidade estética, a reflexão intelectual e o diálogo entre território e cidadania, por meio de um domínio original do espaço, da luz e da matéria”.
As obras de Foster estão espalhadas pelo mundo. Algumas das mais recentes são a estação do metrô de Florença e o maior aeroporto do mundo, construído em Pequim para os Jogos Olímpicos de 2008.
Antes de Foster, o Sistema Nacional de Orquestras Juvenis e Infantis da Venezuela havia sido o último agraciado com o Prêmio Príncipe de Astúrias das Artes. Artistas do porte de Woody Allen e Paco de Lucía também já receberam tal honra.
Foster é o quarto arquiteto a obter este prêmio. Os outros foram o brasileiro Oscar Niemeyer (1989) e os espanhóis Francisco Javier Sáenz de Oiza (1993) e Santiago Calatrava (1999).
Assim como os outros sete prêmios concedidos pela Fundação Príncipe de Astúrias, o das Artes prevê uma premiação de 50 mil euros e será entregue pelo príncipe Felipe de Borbón, herdeiro da Coroa espanhola, em uma cerimônia que será realizada no final de outubro em Oviedo.