A fórmula que deu certo para o excelente desempenho de bilheteria da franquia A Hora do Rush – de unir ação com comédia – não funcina para o novo filme do diretor norte-americano Brett Ratner (que também assina o inspirado Dragão Vermelho, uma das ditas continuações de O Silêncio dos Inocentes). Em O Ladrão de Diamantes, Ratner perde a mão ao narrar a história de um casal de ladrões profissionais e ambiciosos que decide se aposentar da vida de crimes e se retira nas Bahamas.
A produção, estrelada pelo último 007, Pierce Brosnan, a porto-riquenha Salma Hayek (Frida) e o canastrão Woody Harrelson (Assassinos Por Natureza), chega hoje aos cinemas brasileiros, após alcançar US$ 28 milhões nas bilheterias americanas – um fiasco se comparado aos US$ 141 milhões de A Hora do Rush.
A situação é basicamente a seguinte: um agente do FBI (Harrelson, curiosamente num papel do lado da lei) é obcecado por prender em flagrante o vigarista Max (Brosnan) e sua namorada Lola (Hayek). Ambos são responsáveis pelo furto de dois famosos e caríssimos diamantes que pertenciam a Napoleão Bonaparte. Após o que seria o último golpe da vida do casal, Max e Lola se isolam nas Bahamas. Lá, eles descobrem que o terceiro diamante da coleção de Napoleão está em exposição num iate ancorado na ilha onde fixaram residência há seis meses.
O mote da fita não é nada orginal e seu argumento é frágil – A Cartada Final com Robert de Niro já havia sugerido este tema, para citar um exemplo –, mas reserva algumas surpresas, especialmente no desfecho da trama – o final inesperado é o que salva o filme da decepção. O Ladrão de Diamantes, se colocados os prós e os contras numa balança, cumpre o papel de diversão fácil. Nada mais.