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Brasileiros em sua essência

Arquivo Geral

10/03/2004 0h00

Retratar o cotidiano dos trabalhadores brasileiros, em seus detalhes mais singelos e coloridos. São mecânicos em suas oficinas, donas de casa em suas cozinhas e marceneiros produzindo móveis. Brasileiros na sua essência, em seus raros momentos de lazer, também são tema das pinturas de Sérgio Vidal na mostra Trabalhadores – Naïfs de Vidal, em cartaz no Conjunto Cultural da Caixa, a partir de hoje.

São ao todo 30 quadros em óleo e acrílico sobre tela onde não somente o trabalho em oficinas será descrito. Vidal também tem um olhar sobre as crianças que trabalham na rua, vendendo balas e chocolates, bilhetes, engraxando sapatos ou fazendo malabarismo para sobreviver.

O artista plástico Sérgio Vidal da Rocha nasceu em 15 de janeiro de 1945, no bairro da Gamboa, Rio de Janeiro. A vida de trabalhador começou aos 12 anos. Com apenas 25, já havia desenvolvido atividades profissionais em diversas áreas, como fotografia, metalurgia, eletrônica, contabilidade e comércio.

A pintura começou a entrar em sua vida quando, em 1963, visitou o ateliê de Heitor dos Prazeres, pai de um amigo de infância. A partir daí, descobriu os mistérios de um ateliê e também que podia se expressar por meio da arte. “O ateliê ficou gravado na minha sensibilidade. Ele estava terminando um quadro, e aquela emoção me envolveu”, afirma o artista.

Em 1971, assinou os primeiros quadros. Mas o trabalho com a metalurgia continuava. O contato com outros artistas e com diferentes ateliês aumentou o interesse pelas artes plásticas. Aos poucos, a arte tomou conta da vida de Sérgio Vidal. “Minha intenção não era ser pintor. Mas chegou um momento em que percebi que meu quarto já era um ateliê”, lembra.

O grande incentivo veio em 1974. Enquanto participava de uma exposição em São Paulo, o artista modernista Di Cavalcanti adquiriu um quadro do jovem pintor. Com ele, dividiu suas experiências e o levou ao seu ateliê. Vidal então foi se afastando das outras atividades e estava inteiramente envolvido com a pintura. As obras do artista são realistas e com temática voltada ao povo brasileiro. Vidal conquista o olhar do público com sua fidelidade ao mundo em que vive, retratando o trabalho, a carência e a solidariedade das pessoas.

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    10/03/2004 0h00

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    São ao todo 30 quadros em óleo e acrílico sobre tela onde não somente o trabalho em oficinas será descrito. Vidal também tem um olhar sobre as crianças que trabalham na rua, vendendo balas e chocolates, bilhetes, engraxando sapatos ou fazendo malabarismo para sobreviver.

    O artista plástico Sérgio Vidal da Rocha nasceu em 15 de janeiro de 1945, no bairro da Gamboa, Rio de Janeiro. A vida de trabalhador começou aos 12 anos. Com apenas 25, já havia desenvolvido atividades profissionais em diversas áreas, como fotografia, metalurgia, eletrônica, contabilidade e comércio.

    A pintura começou a entrar em sua vida quando, em 1963, visitou o ateliê de Heitor dos Prazeres, pai de um amigo de infância. A partir daí, descobriu os mistérios de um ateliê e também que podia se expressar por meio da arte. “O ateliê ficou gravado na minha sensibilidade. Ele estava terminando um quadro, e aquela emoção me envolveu”, afirma o artista.

    Em 1971, assinou os primeiros quadros. Mas o trabalho com a metalurgia continuava. O contato com outros artistas e com diferentes ateliês aumentou o interesse pelas artes plásticas. Aos poucos, a arte tomou conta da vida de Sérgio Vidal. “Minha intenção não era ser pintor. Mas chegou um momento em que percebi que meu quarto já era um ateliê”, lembra.

    O grande incentivo veio em 1974. Enquanto participava de uma exposição em São Paulo, o artista modernista Di Cavalcanti adquiriu um quadro do jovem pintor. Com ele, dividiu suas experiências e o levou ao seu ateliê. Vidal então foi se afastando das outras atividades e estava inteiramente envolvido com a pintura. As obras do artista são realistas e com temática voltada ao povo brasileiro. Vidal conquista o olhar do público com sua fidelidade ao mundo em que vive, retratando o trabalho, a carência e a solidariedade das pessoas.

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