Uma pesquisa realizada pelo Laboratório Roche, com 1.200 pessoas que sentiram algum tipo de dor nos últimos três meses, aponta a cefaléia como a mais freqüente dor sofrida pelos brasileiros, com 74% de citação. São muitos os brasileiros que convivem com a dor de cabeça, ou cefaléia, seu nome científico. Em maior ou menor grau, a cefaléia atrapalha a vida das pessoas, criando incômodos para nas tarefas cotidianas e, principalmente, nos momentos de lazer.
Dor de cabeça é definida como a presença da sensação dolorosa na cabeça, pescoço e face. Existem mais de 150 tipos diferentes de dor de cabeça sendo que as mais comuns são as primárias. As cefaléias, nome científico das dores de cabeça, podem ser primárias ou secundárias.
As cefaléias primárias são aquelas causadas por distúrbios bioquímicos do próprio cérebro que levam à dor por mal funcionamento de neurotransmissores e ou seus receptores. O exemplo mais comum é a enxaqueca, também conhecida como migrânea, que é uma doença do cérebro transmitida e herdada geneticamente.
As cefaléias do tipo tensional também são provocadas por desequilíbrios no funcionamente químico cerebral. Portanto as dores primárias são elas próprias, a doença e o sintoma. Outros tipos menos comuns de cefaléias primárias são a cefaléia em salvas, hemicrânias paroxísticas e outras.
As cefaléias secundárias, causadas por problemas em quaisquer regiões do corpo, podem ter inúmeras causas. Tumores cerebrais, meningites, aneurismas, problemas dos olhos, ouvidos, garganta e até um simples resfriado podem ser responsáveis por dores de cabeça secundárias.
MulheresA dor de cabeça tensional atinge entre 65% e 87% da população. Essa prevalência cai quando se fala em enxaqueca: 12% a 15%. Em ambos os casos, porém, as mulheres são as maiores vítimas e o mal as atinge com maior freqüência entre os 20 e os 50 anos.
No caso das dores tensionais, geralmente leves e moderadas, os locais atingidos são as laterais da testa, a parte frontal, a nuca e o topo da cabeça. O estresse ou o cansaço são as principais causas.
Essas dores têm algumas horas de duração e têm como fatores agravantes o estresse, excesso de trabalho e de esforço muscular. Os sintomas mais comuns são: náusea, fobia à luz ou a ruidos. Mas apenas um deles se manifesta.
Já no caso das enxaquecas, o histórico familiar é o fator preponderante para sua freqüência. Ou seja, se a mãe sofre com enxaqueca, provavelmente a filha também será acometida por este problema.
Estresse, menstruação, determinados alimentos, álcool, mudanças de tempo, luz e cheiros são os principais desencadeadores da enxaqueca, que geralmente se apresenta como dor moderada para intensa. Normalmente, ela se estabelece unilateral.
Movimentos bruscos, balançar e abaixar a cabeça e esforços físicos são os principais agravantes. As enxaquecas duram, em média, de quatro a 72 horas e tem como sintomas mais comuns náusea, às vezes vômitos, fobia à luz, ruídos e cheiros.