< !--StartFragment -- >A 28ª Bienal de Arte de São Paulo será aberta ao público neste domingo com uma ousada proposta que exclui a pintura e, segundo seus organizadores, procura refletir a crise pela qual passa o mundo artístico através de um espaço vazio.
A iniciativa, que causou polêmica, mas também ganhou adeptos, reunirá, até 6 de dezembro, 41 artistas de 22 países, que mostrarão ao público uma série de performances e propostas alternativas diferentes das que predominam.
Os curadores Ivo Mesquita e Ana Paula Cohen esvaziaram completamente um dos três andares do edifício Bienal de Ibirapuera para criticar a grande quantidade de feiras e mostras artísticas em detrimento da qualidade do que é exibido.
Os organizadores explicaram que não se trata de um “desafio” ou de uma “mostra de rebeldia”, mas da reflexão e um apelo ao público e artistas para reavaliar o mundo das artes.
Desta vez, o imponente prédio projetado por Oscar Niemeyer ficará órfão das pinturas, esculturas e outras expressões artísticas tradicionais.
As divisões da exposição, na qual o vídeo e o som ganham protagonismo, são uma mobília de madeira desenhada pelo colombiano Gabriel Sierra.
A bienal reúne desta vez menos artistas que em suas últimas duas edições. Na selecionada lista aparecem os brasileiros Dora Longo Bahia, Mabe Bethônico, Leya Mira Brander, Maurício Ianês, Rubens Mano, João Modé, Rivane Neuenschwander, O Grivo, Alexander Pilis, Iran do Espírito Santo e Valeska Soares.