A partir de hoje, o público brasiliense tomará conhecimento do que há de mais atual nas artes plásticas locais, com a inauguração da mostra Caixa Arte Contemporânea Brasília 2005, no Conjunto Cultural da Caixa. A exposição integra o projeto Situações Brasília, que abre duas frentes, reunindo 58 artistas entre renomados e jovens. A primeira parte desse movimento contemporâneo no DF teve início na última terça-feira, com a abertura da exposição Mirações, no Centro Cultural Brasil-Espanha.
O objetivo do projeto é oferecer ao espectador a possibilidade de conferir e confrontar gerações, linguagens e pesquisas. Durante um mês, o público de Brasília terá a oportunidade de tomar contato com o que se tem feito de mais diverso e surpreendente em termos de arte contemporânea no Distrito Federal.
O projeto Situações Brasília apresenta trabalhos em vídeo, fotografia, desenho, instalação, objetos e pinturas. A mostra não tem a intenção de oferecer um panorama completo da produção artística da cidade. O objetivo é apresentar uma sondagem de linguagens e tendências desenvolvidas por artistas consagrados e jovens nomes, que se dedicam à pesquisa, ao descobrimento de novos caminhos e à construção de novos universos plásticos.
O processo de recolhimento de informações, análise e visitas a estúdios teve início em setembro de 2004 e se prolongou até o mês de janeiro de 2005. Realizada por Elder Rocha Filho, Evandro Salles e Marilia Panitz, a curadoria procurou se pautar pela qualidade e pela natureza da pesquisa desenvolvida por cada artista. Os curadores optaram por trabalhos que elaboram novas linguagens e novas formas de expressão dentro do contexto da arte contemporânea. O resultado foi a reunião de um grupo de 58 artistas, tão diversos quanto a obra que desenvolvem. O objetivo da mostra é ampliar e sedimentar processos artísticos e culturais que se desenvolvem na capital.
Carência A idéia da curadoria é transformar o evento em uma mostra realizada de dois em dois anos. “Em Brasília, há uma carência de eventos que, em primeiro lugar, acolham o que os artistas da cidade estão produzindo e, em segundo, abram a oportunidade de novos artistas mostrarem seu trabalho”, argumenta Evandro Salles. Daí a idéia de reunir diversas gerações no mesmo projeto. “Hoje, tem muita gente jovem desenvolvendo trabalhos muito bons e que não tem onde apresentar. Nós queremos confrontar esta geração com o que já existe”.
Segundo a curadoria, o que promete surpreender
o público é a quantidade de jovens desenvolvendo trabalhos de extrema qualidade, utilizando novas tecnologias e novas linguagens. “Nos últimos quatro ou cinco anos, houve uma grande renovação no campo da arte contemporânea em Brasília, com o surgimento de novos e bons artistas. Com isso, nota-se um aprimoramento da qualidade da produção artística da cidade”, explica Evandro.