O secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone, afirmou hoje que o papa Pio XI foi o autor da “mais firme e precisa requisição” contra o nazismo graças ao “contestado” acordo com o Governo de Hitler de 1933.
Bertone, que participou hoje de um congresso internacional, ressaltou o empenho de Pio XI contra o nazismo e o comunismo então imperantes.
O secretário de Estado do Vaticano afirmou que, dos acordos assinados por Pio XI, o mais contestado é certamente “o que se levou a termo com a Alemanha de Hitler em 1933”.
No entanto, Bertone disse que quem julgar este acordo como uma cessão esquece que este pacto serviu à Santa Sé como justificativa jurídica e moral para que em 1937 fosse possível a encíclica “Mit Brennender Sorge”.
O principal diplomata do Vaticano definiu esta encíclica como “a requisição mais firme e precisa jamais escrita contra o nazismo”, ao qual acusa de ser o anticristo e de perverter e falsificar a ordem criada e desejada por Deus.
O cardeal Bertone lembrou a vontade de Pio XI contra o comunismo ateu, que expressou particularmente na encíclica “Divini Redemptoris”.
Segundo Bertone, o pontífice soube governar a Igreja com vigor e olhou com novos olhos as missões e o arraigo católico fora da Europa.