Depois do fenômeno Pixar (Os Incríveis e Procurando Nemo) – que instigou a concorrência de estúdios à altura, como DreamWorks (Shrek) e Fox (A Era do Gelo) –, não é qualquer produção animada que corresponde à expectativa do público. Valiant – Um Herói Que Vale a Pena!, filme da Vanguard Animation, que estréia hoje no cardápio de férias dos cinemas, é um exemplo de animação que ficou para trás.
Não é que a obra do estreante Gary Chapman seja ruim, ou tecnicamente defeituosa. Pelo contrário, o enredo é consistente e a animação é bem-feita. O problema são os padrões do desenho, que denuncia algo como: “Mas não é nenhum Shrek”. O trunfo do filme, entretanto, está no apuro das informações que recheiam a trama. Primeiramente, porque dá ao espectador, inclusive aos mirins, um subsídio histórico (sob outro ângulo) de parte da 2ª Guerra Mundial.
A história de Valiant, pequeno e jovem pombo obstinado a servir a Inglaterra no Serviço Real de Pombo-Correio. Ele se alista na Força Aérea, leva consigo um companheiro trapaceiro, e se torna a última esperança na guerra contra a briga dos falcões inimigos. Valiant, então, é escalado para levar mensagens à resistência francesa no desembarque da Normandia. Um retrato engenhoso de uma das grandes batalhas da 2ª Guerra. Mas faltou o riso. As piadas que, vez ou outra, tentam amenizar o calor do tema, não funcionam. Valiant não vale tanto a pena, como julga o título.