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BELEZA PURA

Arquivo Geral

28/12/2005 0h00

Ano de 1977. Cinco amigos se juntam para fazer um novo som e o destaque no cenário musical brasileiro vem logo na estréia, no Festival Nacional do Choro (TV Bandeirantes). As tradições elétricas do carnaval baiano se misturam com o rock carioca. Dez anos depois, o grupo A Cor do Som se desfaz, mas agora volta à ativa com um registro acústico, gravado ao vivo na casa de shows Canecão, no Rio de Janeiro, no dia 24 de agosto de 2005. Lançado em CD e DVD, o novo trabalho também vai ganhar as estradas do Brasil em turnê prevista para começar em março.
Os músicos da formação original, Mú Carvalho (piano acústico, wurlitzer e hammond), Armandinho Macedo (bandolim e violão), Dadi (baixolão e violão), Gustavo Schroeter (bateria e percussão) e Ary Dias (percussão) deram um tempo na carreira paralela para voltar com o grupo, que acabou em 1987. A idéia de fazer um registro ao vivo já vinha há alguns anos, com o objetivo de registrar o trabalho dos músicos. “A gente não é da época do DVD nem do CD. Tínhamos vontade de deixar um registro para nossos filhos e netos e também para que a nova geração conheça o nosso trabalho”, disse Ary Dias, em entrevista ao Jornal de Brasília.
O antigo desejo de se reencontrarem em cima dos palcos demorou para acontecer. Faziam muitos trabalhos juntos, com outros artistas, mas só eles, nunca mais tinha acontecido. Os encontros ocorriam também em churrascos com amigos. “Coincidir o tempo disponível é que era difícil. A gente sempre falava em fazer, mas não colocava em prática. Em julho, deu certo e começamos a ensaiar”, revelou o percussionista.
O repertório foi escolhido pelos cinco músicos. Selecionaram os maiores sucessos da carreira do grupo, como Beleza Pura, Palco, Arpoador, Frutificar, Alto Astral e Zanzibar e as inéditas Tocar, de Ary Dias e Carlinhos Brown, Amor Inteiro (Oxalá), de Armandinho e Fausto Nilo, Pela Beira do Mar, de Mú Carvalho e Marcio Tucunduva, e O Dia de Amanhã, de Dadi e Arnaldo Antunes.
O CD e DVD contam com algumas participações especiais. “Procuramos pessoas que tivessem ligações com a gente”, explicou Ary. O músico Moraes Moreira participa em Davilicença. A Cor do Som saiu da banda que o acompanhava quando Moraes deixou os Novos Baianos. O grupo instrumental precisava de uma voz na década de 70 e ela foi emprestada por Caetano Veloso, que no novo álbum canta Menino Deus. Já a cantora Daniela Mercury – que participa em Beleza Pura – ainda era uma garotinha quando surgiu a banda. “Ela era admiradora no nosso trabalho e ouvia muito nosso som”, contou Ary. Filho de Moraes Moreira, Davi Moraes acompanhou, ainda criança, o começo do grupo. Ele empresta a guitarra em Taiane.
Mais amadurecido, o grupo forma uma família. “Quando éramos garotões, tínhamos uma energia muito grande. Agora, estamos com outra consciência, com as vontades mais controladas”, comparou Ary. A emoção tomou conta dos cinco músicos quando subiram ao palco do Canecão. A expectativa agora é em relação ao público. “Saímos de lá dando autógrafos, as pessoas cantaram com a gente”, disse. “Nossos fãs são de vinil. O legal é que os filhos dos nossos fãs estavam lá e adoraram. Este show da gravação foi um bom termômetro, espero que seja assim no resto do Brasil”, completou.
Sobre o mercado musical do Brasil do século 21, Ary acredita que quem manda é a mídia. “Tem muita gente boa e outras que temos que aturar. Sempre foi assim. Sinto falta de Renato Russo, Cazuza e Chico Science. Eles morreram cedo demais”, lamentou.

A Cor do Som marcou as décadas de 70 e 80. O primeiro LP A Cor do Som, chamou a atenção da crítica e do público. Foi a primeira banda brasileira a participar do Festival Montreux, apresentação que registraram no LP Ao Vivo em Montreux. Lançaram mais oito LPs até 1987, quando o grupo terminou. Quase dez anos depois, se reencontrou e lançou o disco A Cor do Som Ao Vivo no Circo. O novo reencontro está registrado no CD e DVD e em breve poderá ser visto na turnê de dois anos que os músicos farão pelo Brasil. “Queremos encher novas casas de shows pelo Brasil, ver aquela galera gritando e cantando com a gente”, espera Ary Dias.

A Cor do Som – Primeiro CD e DVD do grupo. (Sony&BMG, 2005). 20 faixas. Produzido por Sérgio de Carvalho. Preço médio: R$ 49,90.

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    BELEZA PURA

    Arquivo Geral

    28/12/2005 0h00

    Ano de 1977. Cinco amigos se juntam para fazer um novo som e o destaque no cenário musical brasileiro vem logo na estréia, no Festival Nacional do Choro (TV Bandeirantes). As tradições elétricas do carnaval baiano se misturam com o rock carioca. Dez anos depois, o grupo A Cor do Som se desfaz, mas agora volta à ativa com um registro acústico, gravado ao vivo na casa de shows Canecão, no Rio de Janeiro, no dia 24 de agosto de 2005. Lançado em CD e DVD, o novo trabalho também vai ganhar as estradas do Brasil em turnê prevista para começar em março.
    Os músicos da formação original, Mú Carvalho (piano acústico, wurlitzer e hammond), Armandinho Macedo (bandolim e violão), Dadi (baixolão e violão), Gustavo Schroeter (bateria e percussão) e Ary Dias (percussão) deram um tempo na carreira paralela para voltar com o grupo, que acabou em 1987. A idéia de fazer um registro ao vivo já vinha há alguns anos, com o objetivo de registrar o trabalho dos músicos. “A gente não é da época do DVD nem do CD. Tínhamos vontade de deixar um registro para nossos filhos e netos e também para que a nova geração conheça o nosso trabalho”, disse Ary Dias, em entrevista ao Jornal de Brasília.
    O antigo desejo de se reencontrarem em cima dos palcos demorou para acontecer. Faziam muitos trabalhos juntos, com outros artistas, mas só eles, nunca mais tinha acontecido. Os encontros ocorriam também em churrascos com amigos. “Coincidir o tempo disponível é que era difícil. A gente sempre falava em fazer, mas não colocava em prática. Em julho, deu certo e começamos a ensaiar”, revelou o percussionista.
    O repertório foi escolhido pelos cinco músicos. Selecionaram os maiores sucessos da carreira do grupo, como Beleza Pura, Palco, Arpoador, Frutificar, Alto Astral e Zanzibar e as inéditas Tocar, de Ary Dias e Carlinhos Brown, Amor Inteiro (Oxalá), de Armandinho e Fausto Nilo, Pela Beira do Mar, de Mú Carvalho e Marcio Tucunduva, e O Dia de Amanhã, de Dadi e Arnaldo Antunes.
    O CD e DVD contam com algumas participações especiais. “Procuramos pessoas que tivessem ligações com a gente”, explicou Ary. O músico Moraes Moreira participa em Davilicença. A Cor do Som saiu da banda que o acompanhava quando Moraes deixou os Novos Baianos. O grupo instrumental precisava de uma voz na década de 70 e ela foi emprestada por Caetano Veloso, que no novo álbum canta Menino Deus. Já a cantora Daniela Mercury – que participa em Beleza Pura – ainda era uma garotinha quando surgiu a banda. “Ela era admiradora no nosso trabalho e ouvia muito nosso som”, contou Ary. Filho de Moraes Moreira, Davi Moraes acompanhou, ainda criança, o começo do grupo. Ele empresta a guitarra em Taiane.
    Mais amadurecido, o grupo forma uma família. “Quando éramos garotões, tínhamos uma energia muito grande. Agora, estamos com outra consciência, com as vontades mais controladas”, comparou Ary. A emoção tomou conta dos cinco músicos quando subiram ao palco do Canecão. A expectativa agora é em relação ao público. “Saímos de lá dando autógrafos, as pessoas cantaram com a gente”, disse. “Nossos fãs são de vinil. O legal é que os filhos dos nossos fãs estavam lá e adoraram. Este show da gravação foi um bom termômetro, espero que seja assim no resto do Brasil”, completou.
    Sobre o mercado musical do Brasil do século 21, Ary acredita que quem manda é a mídia. “Tem muita gente boa e outras que temos que aturar. Sempre foi assim. Sinto falta de Renato Russo, Cazuza e Chico Science. Eles morreram cedo demais”, lamentou.

    A Cor do Som marcou as décadas de 70 e 80. O primeiro LP A Cor do Som, chamou a atenção da crítica e do público. Foi a primeira banda brasileira a participar do Festival Montreux, apresentação que registraram no LP Ao Vivo em Montreux. Lançaram mais oito LPs até 1987, quando o grupo terminou. Quase dez anos depois, se reencontrou e lançou o disco A Cor do Som Ao Vivo no Circo. O novo reencontro está registrado no CD e DVD e em breve poderá ser visto na turnê de dois anos que os músicos farão pelo Brasil. “Queremos encher novas casas de shows pelo Brasil, ver aquela galera gritando e cantando com a gente”, espera Ary Dias.

    A Cor do Som – Primeiro CD e DVD do grupo. (Sony&BMG, 2005). 20 faixas. Produzido por Sérgio de Carvalho. Preço médio: R$ 49,90.

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