Os olhos do mundo estão voltados para a Cidade de Goiás (Goiás Velho). O V Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), iniciado na terça-feira, está movimentando a região da Serra Dourada, com as 28 produções, de 13 países. A cerimônia de abertura do quarto maior festival do gênero, no mundo contou com a presença da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Militante da causa ambientalista, ela foi recebida com aplausos calorosos da platéia. A ministra disse que o Fica tem um papel importantíssimo porque “une a beleza da arte com a conscientização sobre o uso inadequado dos recursos ambientais”. No entanto, ela ressaltou que, mais do que a mudança de mentalidade, é necessário que haja uma mudança de atitude. “A imagem tem o poder de nos tocar, estarrecer ou paralisar. Gostaria muito que, em relação ao meio ambiente, ficássemos apenas na dimensão de nos sensibilizar, com o deleite ao invés de nos aterrorizar com os desastres”, pediu Marina Silva.
No primeiro dia do Fica foram exibidos dois capítulos das séries televisivas Expresso Brasil, do brasileiro Rogério Soares e o produto da República da Namíbia, A Kalahari Family, do diretor John Marshal. O primeiro capítulo do documentário nacional, intitulado A Rondônia de Maria dos Índios, e o terceiro, O Acre de Txai Macedo, estão concorrendo ao troféu de melhor série ambiental de TV do festival vilaboense. A série mostra a relação entre as pessoas e o Estado em que moram, com maior enfoque no meio ambiente e cultura local.