Nada de água. Nada de chazinho. Somente leite nos primeiros seis meses de vida do bebê. Essa é a receita simples e o mote da Semana Mundial de Amamentação, coordenada no Brasil pelo Ministério da Saúde, lançada ontem, no Rio de Janeiro, pelo ministro Humberto Costa, mas que começa, na prática, na segunda, 13, e vai até o dia 18 de setembro.
O tema da semana, a alimentação exclusiva com leite materno até os seis meses de idade do bebê, foi definida há três anos pela Aliança Mundial Pró-amamentação, tradução em português para a sigla WABA, Organização Não-Governamental que orienta, em todo o planeta, os rumos da política internacional de aleitamento infantil.
Segundo a dra. Sônia Salviano, coordenadora da Política Nacional de Aleitamento Materno, em entrevista ao Jornal de Brasília, o tema foi validado na 54ª Assembléia Mundial de Saúde, em 2001, a partir de uma proposta brasileira.”Havia um estímulo para que as mães alimentassem o bebê exclusivamente com leite materno até os 4 meses. Do 4º ao 6º mês, havia uma lacuna. E até o ano 2000, vários trabalhos científicos comprovoram a importância da amamentação exclusiva até o sexto mês. O Brasil entrou com uma proposta nesse sentido”.
A dra. Sônia Salviano reforça a oportunidade da campanha: “A alimentação exclusiva com leite materno até os seis meses atende a todas as necessidades vitais da criança para que ela possa crescer com as melhores perspectivas possíveis de saúde. É o Padrão Ouro”.
O “Padrão Ouro” de que fala a coordenadora do Ministério da Saúde é uma espécie de classificação de saúde que está sendo utilizada pelo Unicef (e que inspirou a Campanha do Laço Dourado pela melhor qualidade de vida infantil ), orientada por três eixos: segurança, saúde e sustentabilidade.
A amamentação exclusiva segue, segundo Salviano, essa cartilha. Ela explica que essa atitude é segura porque “além de atender às necessidades bido bebê, o leite materno não traz qualquer risco biológico porque esta rica fonte não leva a nenhuma contaminação ou infecção. E tem todos os anticorpos que ajudam a defender a criança de várias doenças”.
A coordenadora do Ministério da Saúde continua ainda: “O leite é saudável porque contém todos os nutrientes, na quantidade e na dose certa para o bebê. É sustentável porque ao ser produzido pela mãe, não agride ao meio ambiente. E ainda é renovável, ou seja não corre o risco de acabar, caso de alguns elementos da natureza, como a água”.