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Batida pop com evolução de samba

Arquivo Geral

30/04/2005 0h00

Apesar de ter um repertório ainda desconhecido do público, o cantor Max de Castro empolgou a platéia que conferiu seu show, na quinta-feira, pelo projeto Identidade Brasileira, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). O filho do cantor Wilson Simonal mostrou uma mistura de samba, rock, funk, música eletrônica e MPB, contando com a participação da cantora Patrícia Marx. Para as últimas apresentações do projeto, hoje e amanhã, eles prometem surpresas.

O show começou com apenas 15 minutos de atraso, às 21h15, e Max apresentou ao público brasiliense o repertório de seu terceiro disco, Max de Castro, lançado no mês passado. Desde que iniciou a carreira de cantor, há cinco anos, foi a primeira vez que ele mostrou seu repertório em Brasília. “Demorou, mas estou aqui. É muito bom tocar num projeto que viabiliza a nova expressão musical, mostrar que vale a pena apoiar novos talentos e a nova MPB”, disse Max, no palco.

O repertório incluiu músicas que ele fez em parcerias com outros artista, como O Nego do Cabelo Bom, com Seu Jorge, e Sempre aos Domingos, com Lulu Santos. Durante todo o show, Max demonstrou muita empatia com o público, interagindo, conversando e pedindo palmas para acompanhar a melodia. “Vamos levantar, apesar de aqui ser um teatro, estamos entre amigos. Quero ver todo mundo animado”, pediu.

Romântico Max parou o show para chamar ao palco aquela que “ele era fã quando criança”, a cantora Patrícia Marx, ex-Trem da Alegria. Patrícia apresentou ao público duas canções de trabalhos recentes, Despertar e New Life. Os músicos se retiraram do palco e num clima romântico, apenas com voz e guitarra, Max e Patrícia cantaram Inútil Paisagem (Tom Jobim/Aloysio de Oliveira), emocionando o público – mesmo com Patrícia lendo a curta letra da música.

Os dois mostraram muita afinidade em cima do palco, dividindo os vocais de clássicos da MPB como A Tonga da Milonga do Kaburetê, de Vinícius de Moraes e Toquinho, Samba da Minha Terra, de Dorival Caymmi, e Que Pena, de Jorge Ben, empolgando o teatro, que estava lotado. “Temos intimidade de músicos, amigos e parceiros. Já fizemos outros trabalhos juntos e é sempre assim quando cantamos juntos”, explicou Patrícia.

Max tocou acompanhado pelos músicos Augusto Bocão (percussão), Daniel de Paula (bateria), Robinho (contra-baixo) e Marcos Xuxa Levi (teclados). A apresentação terminou às 23h, com Mas que Nada, de Jorge Bem, fazendo com que a platéia levantasse das cadeiras.

FãsApós o show, os dois cantores esbanjaram simpatia e atenção ao público brasiliense, dando autógrafos, posando para fotos e num bate-papo descontraído com os fãs. “Que acolhida maravilhosa nós tivemos. A gente tem que dar atenção aos fãs, pois só fazemos sucesso por causa deles. Não adianta ensaiar, chegar e tocar se não tem ninguém para assistir”, disse Max, em entrevista ao Jornal de Brasília após o show.

O cantor diz não ter preconceito com nenhum estilo musical, por isso a mistura de ritmos no seu trabalho. “É um reflexo de tudo que gosto e da minha vida, tudo que cresci ouvindo”, declarou.

Patrícia Marx disse que da menininha que integrava o grupo musical Trem da Alegria, na década de 80, só ficou o rostinho, mesmo aos 30 anos. “Eu evoluí musicalmente junto com a idade. Além de cantora, no meu último disco trabalhei também como arranjadora e produtora. A gente não pode parar no tempo”, explicou.

Desde 2001, Patrícia aposta também na carreira internacional, com shows na Europa, Japão e Estados Unidos, nos idiomas português e inglês. “Esses países se abriram para a música brasileira cantada em português, uma boa oportunidade de mostrarmos lá fora a qualidade da nossa música”, declarou. Isso refletiu em seu novo trabalho, que contém quatro canções em inglês.

Soul music O novo CD segue uma linha eletrônica e soul music. Mas não é por causa da moda da música eletrônica. “Não aproveito tendências nem sigo modas. Gosto de ser livre. Toco esse estilo porque gosto”, disse. Além da divulgação do novo CD, em breve a cantora quer começar a produzir novos artistas.

O projeto Identidade Brasileira foi realizado durante o mês de abril. As amigas Patrícia Lúcia, 22, e Vera Chemin, 30, foram a todos os shows e elogiam o projeto. “É uma oportunidade única de ver música de qualidade por um preço acessível aqui em Brasília”, afirmou Vera.

Quanto ao show de Max, o público se surpreendeu e admirou o artista. “É dançante e mistura a ginga e a raiz da música brasileira com o ritmo eletrônico”, declarou Patrícia Lúcia. Max de Castro e Patrícia Marx repetem a dose hoje e amanhã, no CCBB. “Cada dia será diferente, como músicos temos que inovar, não podemos apenas pisar no palco e cumprir o papel. Precisamos interagir com o público e nos divertir junto com eles”, adiantou Max. Quem for curtir o show, vale a pena prestar atenção na simpatia do percussionista, que até mostra o samba no pé, e na empolgação do tecladista, que muitas vezes chega a pular da cadeira: eles são um show à parte.

serviço

Identidade Brasileira – Show de Max de Castro, com participação de Patrícia Marx. Hoje, às 21h, e amanhã, às 20h, no Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Sul, Trecho 2). Ingressos a R$ 15 (inteira).

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    Batida pop com evolução de samba

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    30/04/2005 0h00

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    O show começou com apenas 15 minutos de atraso, às 21h15, e Max apresentou ao público brasiliense o repertório de seu terceiro disco, Max de Castro, lançado no mês passado. Desde que iniciou a carreira de cantor, há cinco anos, foi a primeira vez que ele mostrou seu repertório em Brasília. “Demorou, mas estou aqui. É muito bom tocar num projeto que viabiliza a nova expressão musical, mostrar que vale a pena apoiar novos talentos e a nova MPB”, disse Max, no palco.

    O repertório incluiu músicas que ele fez em parcerias com outros artista, como O Nego do Cabelo Bom, com Seu Jorge, e Sempre aos Domingos, com Lulu Santos. Durante todo o show, Max demonstrou muita empatia com o público, interagindo, conversando e pedindo palmas para acompanhar a melodia. “Vamos levantar, apesar de aqui ser um teatro, estamos entre amigos. Quero ver todo mundo animado”, pediu.

    Romântico Max parou o show para chamar ao palco aquela que “ele era fã quando criança”, a cantora Patrícia Marx, ex-Trem da Alegria. Patrícia apresentou ao público duas canções de trabalhos recentes, Despertar e New Life. Os músicos se retiraram do palco e num clima romântico, apenas com voz e guitarra, Max e Patrícia cantaram Inútil Paisagem (Tom Jobim/Aloysio de Oliveira), emocionando o público – mesmo com Patrícia lendo a curta letra da música.

    Os dois mostraram muita afinidade em cima do palco, dividindo os vocais de clássicos da MPB como A Tonga da Milonga do Kaburetê, de Vinícius de Moraes e Toquinho, Samba da Minha Terra, de Dorival Caymmi, e Que Pena, de Jorge Ben, empolgando o teatro, que estava lotado. “Temos intimidade de músicos, amigos e parceiros. Já fizemos outros trabalhos juntos e é sempre assim quando cantamos juntos”, explicou Patrícia.

    Max tocou acompanhado pelos músicos Augusto Bocão (percussão), Daniel de Paula (bateria), Robinho (contra-baixo) e Marcos Xuxa Levi (teclados). A apresentação terminou às 23h, com Mas que Nada, de Jorge Bem, fazendo com que a platéia levantasse das cadeiras.

    FãsApós o show, os dois cantores esbanjaram simpatia e atenção ao público brasiliense, dando autógrafos, posando para fotos e num bate-papo descontraído com os fãs. “Que acolhida maravilhosa nós tivemos. A gente tem que dar atenção aos fãs, pois só fazemos sucesso por causa deles. Não adianta ensaiar, chegar e tocar se não tem ninguém para assistir”, disse Max, em entrevista ao Jornal de Brasília após o show.

    O cantor diz não ter preconceito com nenhum estilo musical, por isso a mistura de ritmos no seu trabalho. “É um reflexo de tudo que gosto e da minha vida, tudo que cresci ouvindo”, declarou.

    Patrícia Marx disse que da menininha que integrava o grupo musical Trem da Alegria, na década de 80, só ficou o rostinho, mesmo aos 30 anos. “Eu evoluí musicalmente junto com a idade. Além de cantora, no meu último disco trabalhei também como arranjadora e produtora. A gente não pode parar no tempo”, explicou.

    Desde 2001, Patrícia aposta também na carreira internacional, com shows na Europa, Japão e Estados Unidos, nos idiomas português e inglês. “Esses países se abriram para a música brasileira cantada em português, uma boa oportunidade de mostrarmos lá fora a qualidade da nossa música”, declarou. Isso refletiu em seu novo trabalho, que contém quatro canções em inglês.

    Soul music O novo CD segue uma linha eletrônica e soul music. Mas não é por causa da moda da música eletrônica. “Não aproveito tendências nem sigo modas. Gosto de ser livre. Toco esse estilo porque gosto”, disse. Além da divulgação do novo CD, em breve a cantora quer começar a produzir novos artistas.

    O projeto Identidade Brasileira foi realizado durante o mês de abril. As amigas Patrícia Lúcia, 22, e Vera Chemin, 30, foram a todos os shows e elogiam o projeto. “É uma oportunidade única de ver música de qualidade por um preço acessível aqui em Brasília”, afirmou Vera.

    Quanto ao show de Max, o público se surpreendeu e admirou o artista. “É dançante e mistura a ginga e a raiz da música brasileira com o ritmo eletrônico”, declarou Patrícia Lúcia. Max de Castro e Patrícia Marx repetem a dose hoje e amanhã, no CCBB. “Cada dia será diferente, como músicos temos que inovar, não podemos apenas pisar no palco e cumprir o papel. Precisamos interagir com o público e nos divertir junto com eles”, adiantou Max. Quem for curtir o show, vale a pena prestar atenção na simpatia do percussionista, que até mostra o samba no pé, e na empolgação do tecladista, que muitas vezes chega a pular da cadeira: eles são um show à parte.

    serviço

    Identidade Brasileira – Show de Max de Castro, com participação de Patrícia Marx. Hoje, às 21h, e amanhã, às 20h, no Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Sul, Trecho 2). Ingressos a R$ 15 (inteira).

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